Eu sou um peão de estância
Nascido lá no galpão
E aprendi desde criança
A honrar a tradição
Meu pai era um gaúcho
Que nunca conheceu luxo
Mas viveu folgado enfim
E quando alguém perguntava
O que ele mais gostava
O velho dizia assim
Churrasco e bom chimarrão
Fandango, trago e mulher
É disso que o velho gosta
É isso que o velho quer
E foi assim que aprendi
A gostar do que é bom
A tocar minha cordeona
Cantar sem sair do tom
Ser amigo dos amigos
Nunca fugir do perigo
Meu velho pai me ensinou
Eu que vivo a cantar
Sempre aprendi a gostar
Do que meu velho gostou
Churrasco e bom chimarrão
Fandango, trago e mulher
É disso que o velho gosta
É isso que o velho quer
Sai da minha fazenda
E me soltei pelo pago
Hoje tenho uma prenda
Para me fazer afago
E quando vier o piazito
Para enfeitar nosso ninho
Mais alegria vou ter
E se ele me perguntar
Do que se deve gostar
Como meu pai vou dizer
Churrasco e bom chimarrão
Fandango, trago e mulher
É disso que o velho gosta
É isso que o velho quer
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Olhai Por Nós
SENHOR,
Olhai por todos deste chão,
Pelos que têm bom coração!
SENHOR,
Olhai...Olhai SENHOR,
Olhai pelos que nascem
e também pelos que partem.
São saudade...
Vão morar noutro lugar!
Olhai por quem acorda bem mais cedo,
Vai à luta e não tem medo
de suar pelo seu pão (SENHOR olhai!).
Olhai por quem se entrega a vida inteira
Sob chuva, sol, poeira
e sempre faz uma oração! (Olhai!).
Olhai por nós! (Olhai por nós!) Olhai por nós!
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
(SENHOR olhai!)
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
SENHOR, olhai por todas as crianças,
Que carregam esperanças,
Nunca sabem dizer não!
Olhai por este ar que respiramos
E por tudo que plantamos
Nesta terra de ninguém!
Olhai por estes rios e florestas
Onde tudo é tanta festa,
Onde o céu é mais azul!
Olhai os viajantes
E também os imigrantes,
Que caminham desde o norte até o sul! (Olhai!).
Olhai por nós! (Olhai por nós!) Olhai por nós!
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
(SENHOR olhai!)
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
Olhai por nós! (Olhai por nós!) Olhai por nós!
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
(SENHOR olhai!)
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
(SENHOR olhai!)
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
Olhai por nós! (Olhai por nós!).
(Antônio Marcos - Eunice Barbosa - Di Carlo)
Olhai por todos deste chão,
Pelos que têm bom coração!
SENHOR,
Olhai...Olhai SENHOR,
Olhai pelos que nascem
e também pelos que partem.
São saudade...
Vão morar noutro lugar!
Olhai por quem acorda bem mais cedo,
Vai à luta e não tem medo
de suar pelo seu pão (SENHOR olhai!).
Olhai por quem se entrega a vida inteira
Sob chuva, sol, poeira
e sempre faz uma oração! (Olhai!).
Olhai por nós! (Olhai por nós!) Olhai por nós!
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
(SENHOR olhai!)
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
SENHOR, olhai por todas as crianças,
Que carregam esperanças,
Nunca sabem dizer não!
Olhai por este ar que respiramos
E por tudo que plantamos
Nesta terra de ninguém!
Olhai por estes rios e florestas
Onde tudo é tanta festa,
Onde o céu é mais azul!
Olhai os viajantes
E também os imigrantes,
Que caminham desde o norte até o sul! (Olhai!).
Olhai por nós! (Olhai por nós!) Olhai por nós!
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
(SENHOR olhai!)
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
Olhai por nós! (Olhai por nós!) Olhai por nós!
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
(SENHOR olhai!)
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
(SENHOR olhai!)
Estenda a Tua mão e o Teu carinho,
Meu SENHOR, fique pertinho,
Vem ouvir nossa canção!
Olhai por nós! (Olhai por nós!).
(Antônio Marcos - Eunice Barbosa - Di Carlo)
terça-feira, 3 de junho de 2008
Recebi, gostei, postei
O VÔO DO RATO
Um jovem piloto experimentava um monomotor muito frágil, uma daquelas sucatas usadas no tempo da Segunda Guerra, mas que ainda tinha condições de voar...Ao levantar vôo, ouviu um ruído vindo debaixo de seu assento.Era um rato que roia uma das mangueiras que dava sustentação para o avião permanecer nas alturas.Preocupado pensou em retornar ao aeroporto para se livrar de seu incômodo e perigoso passageiro, mas lembrou-se de que devido à altura o rato logo morreria sufocado.Então voou cada vez mais e mais alto e notou que acabaram os ruídos que estavam colocando em risco sua viagem conseguindo assim fazer uma arrojada aventura ao redor do mundo que era seu grande sonho...
MORAL DA HISTÓRIA Se alguém lhe ameaçar,
VOE CADA VEZ MAIS ALTO...Se alguém lhe criticar,
VOE CADA VEZ MAIS ALTO...Se alguém tentar lhe destruir por inveja e fofocas,
VOE CADA VEZ MAIS ALTO...E por fim, se alguém lhe cometer alguma injustiça,
VOE CADA VEZ MAIS ALTO...Sabe por quê?
Os ameaçadores, críticos, invejosos e injustos são iguais aos 'ratos', não resistem às grandes alturas. Enquanto ele reclama, você cresce! Um ÓTIMO VÔO ao longo da sua vida... E que Deus esteja sempre presente...
sábado, 24 de maio de 2008
Segurança, dever do Estado
Os Vereadores de São Pedro, cobram a muito uma política de segurança para o Município, em correspondência, o Presidente da Câmara, cobra apoio no quesito segurarança, que vai do aumento do efetivo de pessaol até novo veículo. O comando assegurou que São Pedro receberá um novo veículo em breve, entretanto o aumento do efetivo está descartado uma vez que há uma demanda grande a ser suprida, segundo o comando do 19 batalhão sempre que for solicitado, haverá disponibilidade de segurança deslocado esporadicamente para ajudar o efetivo local, com intuíto de atender São Pedro. O que o cidadão deve fazer é a qualquer hora solicitar ajuda se precisar, seja do comando local ou da companhia em Toledo.
Rusch questiona política de segurança
O deputado estadual Élio Rusch (DEM) participou da Audiência Pública realizada pela Assembléia Legislativa com o secretário de Segurança Pública Luiz Fernando Delazari. O parlamentar fez uma série de ponderações sobre as políticas públicas para o setor e também constatou que o titular da pasta “está reclamando de muitas coisas, especialmente de infra-estrutura, mas a responsabilidade por isto é dele e do governador que não fizeram os necessários investimentos”.Rusch nota que “o secretário falou de falta de coletes, mas Jaime Lerner assumiu no lugar de Roberto Requião, em 1995 eram apenas 479, contra 8279 em 2002. O número de policiais também não aumentou suficientemente diante do crescimento populacional. Nos últimos 5 anos foram contratados 6000 policiais, mas o próprio secretário Delazari admite que algo como 3500 foram aposentados, 186 PMs foram cluídos, 99 policiais civis foram demitidos, além de outros 177 (civis e militares)que foram presos’.
DROGAS - Élio Rusch também considera que “o principal problema identificado pelo secretário é a influência das drogas no aumento da violência. Isto responde por mais de 50% das ocorrências. Se ele sabe isto, também tem consciência de que é necessário combater o tráfico, especialmente nas regiões de fronteira, o que no caso do Paraná implica no aumento das ações policiais entre Foz do Iguaçu e Guairá e no patrulhamento do Lago de Itaipu, tanto de parte da PM e da Polícia Civil, como da Polícia Federal”.Segundo o deputado, “se houver o patrulhamento eficiente da região a violência vai diminuir em todo o Brasil, pois muitos crimes cometidos em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e muitas outras cidades são decorrentes do tráfico de drogas. Se quisermos que a população tenha uma segurança mais efetiva temos que agir na prevenção”.O parlamentar constata ainda que “apesar das ações da Polícia Federal e das apreensões carros roubados continuam indo para fora do País pela fronteira enquanto produtos de contrabando, armas e drogas entram no Brasil pelo Lago de Itaipu entre Foz do Iguaçu e Guaíra”.(JO On-Line 25/05/08)
DROGAS - Élio Rusch também considera que “o principal problema identificado pelo secretário é a influência das drogas no aumento da violência. Isto responde por mais de 50% das ocorrências. Se ele sabe isto, também tem consciência de que é necessário combater o tráfico, especialmente nas regiões de fronteira, o que no caso do Paraná implica no aumento das ações policiais entre Foz do Iguaçu e Guairá e no patrulhamento do Lago de Itaipu, tanto de parte da PM e da Polícia Civil, como da Polícia Federal”.Segundo o deputado, “se houver o patrulhamento eficiente da região a violência vai diminuir em todo o Brasil, pois muitos crimes cometidos em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e muitas outras cidades são decorrentes do tráfico de drogas. Se quisermos que a população tenha uma segurança mais efetiva temos que agir na prevenção”.O parlamentar constata ainda que “apesar das ações da Polícia Federal e das apreensões carros roubados continuam indo para fora do País pela fronteira enquanto produtos de contrabando, armas e drogas entram no Brasil pelo Lago de Itaipu entre Foz do Iguaçu e Guaíra”.(JO On-Line 25/05/08)
São Pedro Ja vem cobrando a muito, esperamos respeito.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Miss Centenário Brasil-Japão Teve Natália na final
Na noite deste sábado (17), em São Paulo, no Ibirapuera aconteceu a final da mais bonita Oriental, a paulista Karina Eiko Nakahara, de 26 anos foi eleita a Miss Centenário Brasil-Japão, o destaque ficou por conta da Primeira Princesa, Natália M Catróchio, representante do Paraná neste concurso. Filha do orgulhoso Valdecyr Catróchio Gerente do BB em São Pedro do Iguaçu.
Justiça seja feita a Natália é muito mais Linda que a vencedora, entretanto, mesmo assim, a família está contente e orgulhosa de Nátalia, que com a colocação ganhou uma viagem a Punta Del Este no Uruguay. Confira as fotos das concorrentes no endereço abaixo.
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL473331-9980,00.html, onde você encontra um link para as fotos, Natália é a foto de número 21. PARABÉNS NATÁLIA E FAMILIA
terça-feira, 13 de maio de 2008
Sem casa
Ainda segundo Rusch, os pequenos empresários e as entidades estão sendo lesadas e, junto com eles, pedreiros, carpinteiros, serventes. “Isto é extremamente ruim, já que a finalidade da Cohapar é proporcionar habitação digna a pessoas de menos renda. E agora, graças à Companhia de Habitação do Paraná, elas não têm casa, estão endividadas e serão executadas”, observou, ao pedir urgência no repasse para os fornecedores, especialmente no caso das associações de moradores. “Afinal, a Cohapar tem que levar alento e não desespero ao setor de habitação”, completou..(DR On-line 13/05/08)
E ainda tem pessoas que queren justificar o atraso no término do conjunto habitacional, aqui de São Pedro, jogando a culpa no "coelhinho da páscoa"!
Novas denúncias
Ontem, o deputado Élio Rusch (DEM) voltou a fazer denúncias contra a Cohapar. Desta vez, ele disse que recebeu informações que a Cohapar inviabilizou muitas associações de moradores, “já que os recursos para construção de determinados conjuntos habitacionais eram vinculados à participação dessas entidades”. Rusch contou que os materiais de construção foram vendidos para as associações de moradores, que receberiam da Cohapar. “Como o recurso não foi repassado, as entidades, formadas para garantir os direitos dos cidadãos, contraíram dívidas e, agora, estão sendo executadas judicialmente por não terem como fazer frente às obrigações contraídas com fornecedores”, lamentou. (DR On-line 13/05/08)
sábado, 26 de abril de 2008
Raposismo político
Embora possa ser inaceitável ao eleitor comum, a esperteza de alguns políticos identificados pelo “rabo felpudo das raposas”, para usar expressão do governador Roberto Requião, ele próprio uma vítima, surpreende. Estão todos lembrados da reunião do PMDB em São Paulo, há pouco mais de duas semanas, quando Orestes Quércia, motivado pela generosa verba de R$ 4 milhões destinada pelo governo do Paraná ao jornal DCI de sua propriedade, anunciava a intenção de apoiar Requião para a presidência da República, pelo PMDB. Decisão festejada com clarins e rojões pelo Palácio Iguaçu. O mesmo Quércia, qual um jogador de bolão, agora, com uma só bola derruba vários pinos, Requião, Alckmin e Marta Suplicy (foto), entre eles. Explica-se: ao acertar com o governador Serra o apoio à candidatura de Gilberto Kassab (DEM) à prefeitura de São Paulo, arma também o jogo para 2010. Apoio para Alckmin ao governo de São Paulo e José Serra ao Planalto. Ele próprio, Quércia, candidato ao Senado por São Paulo, que ninguém é de ferro. Alckmin, que contava ser o candidato do PSDB à prefeitura fica reduzido ao tempo de TV do partido, se contar com seu apoio. Condição cada vez mais difícil. Marta que imaginava reproduzir em São Paulo, a parceria PT-PMDB bem sucedida em Brasília, sofre grande desfalque Requião que imaginava ter agora um bom relacionamento com o presidente paulista do PMDB leva o troco pelo Disque-Quércia. Por isso se diz que “esquece quem bate. Não esquece quem apanha!” De qualquer modo uma aliança que, reproduz em São Paulo a aliança DEM-PMDB e o PSDB a reboque, que garantiu o governo tranqüilo de FHC, incluindo-se aí a aprovação da reeleição que hoje tanto se questiona. Até por que, como o uso do cachimbo faz a boca torta, já há quem pense em novo direito de reeleição que beneficiaria o presidente Lula. Isso já é outra história. (O Paraná On-line 26/04/08)
quinta-feira, 17 de abril de 2008
"Acima de tudo, meus interesses"
A cúpula do Partido Democrático Brasileiro (PMDB) e suas maiores expressões se reuniram em São Paulo, para tratar dos rumos do partido para as próximas eleições, quando na ocasião o Presidente da Sigla em São Paulo, Orestes Quércia, lançou o nome do governador Requião à sucessão de Lula, fato que foi apoiado pelo presidente nacional da sigla Michel Temer. Até ai nada de especial é parte do jogo dos partidos políticos.
No último sábado, o PMDB paranaense fez reunião nos municípios de Toledo e Cascavel, onde na ocasião, os correligionários da sigla cobraram dos dirigentes do partido distinção entre os peemedebistas e as demais siglas, chegando ao ponto de pedirem que nos municípios onde são administrados por prefeitos não ligados ao Palácio das Araucárias, sejam tratados com diferenciação, como se nestes municípios não vivesse paranaenses que ajudam a construir e a desenvolver o Paraná. Em alguns municípios, o descaso do governador dá a entender que essas “lideranças “ estão sendo atendidas. É bom o Povo ficar de olho, para que em 2010, quando essa gente, pedir votos nos municípios discriminados, saibam dar a resposta e mais já nas eleições deste ano, mostrar para esses pseudos representantes do governo estadual que não se preocupam com a população e nem com as cidades, possam ter a resposta nas unas, pois querem prejudicar os cidadãos e o desenvolvimento dessas cidades com um único objetivo, desgastar seus oponentes, afim de lograrem êxito nas eleições de outubro.
De olho, nessa gente, se pensam assim agora, imaginem depois.
Em tempo se realmente o Governador tem pretensões em 2010, deve tratar todos os municípios de forma igualitária.
No último sábado, o PMDB paranaense fez reunião nos municípios de Toledo e Cascavel, onde na ocasião, os correligionários da sigla cobraram dos dirigentes do partido distinção entre os peemedebistas e as demais siglas, chegando ao ponto de pedirem que nos municípios onde são administrados por prefeitos não ligados ao Palácio das Araucárias, sejam tratados com diferenciação, como se nestes municípios não vivesse paranaenses que ajudam a construir e a desenvolver o Paraná. Em alguns municípios, o descaso do governador dá a entender que essas “lideranças “ estão sendo atendidas. É bom o Povo ficar de olho, para que em 2010, quando essa gente, pedir votos nos municípios discriminados, saibam dar a resposta e mais já nas eleições deste ano, mostrar para esses pseudos representantes do governo estadual que não se preocupam com a população e nem com as cidades, possam ter a resposta nas unas, pois querem prejudicar os cidadãos e o desenvolvimento dessas cidades com um único objetivo, desgastar seus oponentes, afim de lograrem êxito nas eleições de outubro.
De olho, nessa gente, se pensam assim agora, imaginem depois.
Em tempo se realmente o Governador tem pretensões em 2010, deve tratar todos os municípios de forma igualitária.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Recebi Por E-mail, gostei e postei.
PALAVRÕES TAMBÉM SÃO IMPORTANTES
(Luís Fernando Veríssimo)
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade, nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!", assim como o "Absolutamente Não" já soam sem nenhuma credibilidade. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquelefilho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo Pedrinho, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Caetano Veloso.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações ondenosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Comocomentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!".
O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato Puta-que-o-pariu!", falados
assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no meio do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no meio do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda- se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e Foda-se!
(Luís Fernando Veríssimo)
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade, nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!", assim como o "Absolutamente Não" já soam sem nenhuma credibilidade. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquelefilho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo Pedrinho, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Caetano Veloso.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações ondenosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Comocomentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!".
O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato Puta-que-o-pariu!", falados
assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no meio do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no meio do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda- se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e Foda-se!
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