Osmar Dias, André Zacharow e Ratinho Júnior aderiram à CPI depois da sua aprovação.
Com isso, subiu para metade mais um o apoio da bancada paranaense à investigação.
O PMDB corre o risco de, novamente, sair de chapa pura nas eleições do ano que vem. O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) disse que “estamos conversando” com outros partidos para a viabilidade de uma aliança. “Mas, a prioridade é a candidatura própria, que tem o nome de Orlando Pessuti (vice-governador)”, disse. Mas, de outro lado, “se não houvesse a candidatura de Pessuti”, o PMDB não descartaria uma coligação com o PSDB. É que surgiram comentários que o deputado Alexandre Curi poderia ser convidado a integrar a chapa de Beto Richa, como vice-governador. A ideia, pelo visto, não é assim tão ruim para alguns peemedebistas, mas que ainda priorizam a candidatura de Orlando Pessuti para substituir o governador Roberto Requião.
Em seu discurso na audiência pública sobre o pré-sal, o senador Osmar Dias (PDT) se comportou como um perfeito aliado petista. Pelo jeito, ele abandonou as esperanças de manter a grande aliança entre o PDT, PSDB, DEM, PPS para as eleições do ano que vem. Ele disse que não quer falar sobre o “divórcio”, mas garante que “é bom” contar com o apoio do presidente Lula, “uma pessoa que tem a simpatia do povo brasileiro, porque realiza um governo voltado para questões sociais”.
A vinda de Lula na quinta, acompanhado de Osmar, e o encontro do PSDB de sábado, são fatos que praticamente selaram a ruptura da coligação que apoiou o senador pedetista ao governo do Paraná em 2006 e a reeleição de Beto Richa à Prefeitura de Curitiba, em 2008.
Mas, por poucas que sejam as chances do cenário descrito abaixo não se confirmar, Alvaro Dias está longe de jogar a toalha. O senador tucano acompanha de camarote tudo que acontece em relação a Osmar e Beto e segue alimentando, claro, a esperança de vir a ser convocado como terceira via à sucessão de Requião.