O presidente do PSDB, Valdir Rossoni, afirmou há pouco que a candidatura de Osmar Dias ao governo não o surpreendeu nem aos tucanos de alçto coturno. “Havia uma previsão de que Osmar, embora tivesse empenhado sua palavra diversas vezes a José Serra, dificilmente poderia cumpri-la, pois é suscetível a pressões políticas e domésticas”, disse Rossoni.
Ele lembrou as três oportunidades em que Osmar firmou pactos de aliança com Serra. Lembrou também os apêlos de Osmar para que o PSDB paranaense apoiasse a candidatura de seu irmão, Alvaro Dias, a vice de Serra. O PSDB nativo, diz Rossoni, fez isso mas com o firme propósito de valorizar politicamente o Paraná. “Osmar Dias talvez não tenha suportado a valorização de seu irmão Alvaro, daí sua posição quase suícida do ponto de vista eleitoral de sair a governador.
Valdir Rossoni deverá fazer um pronunciamento na Assembléia, na segunda feira, para historiar os bastidores de Osmar Dias em suas tratativas com o PSDB, incluidas as aleivosias contra Requião e Gleisi Hoffmann, agora seus aliados. (Fábio Campana)
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Enfim, Osmar Dias anuncia sua candidatura ao Governo do Paraná na aliança PDT, PT e PMDB
Fim da novela que se arrasta por mais de seis meses. O senador Osmar Dias (PDT) decidiu, finalmente, oficializar sua candidatura ao Governo do Estado. O anúncio foi feito após às 22 horas de ontem, na sede do partido, em Curitiba, depois de reunião com o presidente nacional do PDT, ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que veio especialmente ao Paraná para convencer Dias a participar da eleição como candidato ao governo. Como já era esperada, a coligação será entre o PDT, PT e o PMDB, que é o partido que vai indicar o vice da chapa, provavelmente amanhã, quando se encerra o prazo final no Tribunal Regional Eleitoral das inscrições das candidaturas para as eleições de 2010. Ainda ontem, o senador e irmão de Osmar, Álvaro Dias (PSDB) tentava uma última cartada, esperando sua confirmação à vice na chapa de José Serra, o que deverá acontecer ainda hoje. Pela coligação, serão lançados Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) para as vagas ao Senado.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A novela continua
O “leilão” de Osmar Dias (PDT) não terminou no fim de semana, como todos esperavam. O senador continua indeciso e brincando com o eleitor paranaense. Por isso, o sábado e o domingo foram dias de convenções, apreensão e irritação. Quando todos esperavam que Osmar Dias fosse oficializar, depois de quatro anos de estudo e indecisões, seu nome ao Governo do Estado, tudo voltou à estaca zero, enquanto o governador Orlando Pessuti mais uma vez passa por mero figurante, justo no momento em que comanda os destinos do Paraná. Convoca coletiva para se oficializar – mais uma vez – como candidato e deixa a imprensa falando sozinha. Roberto Requião, no encontro do PMDB, rasga seda para Osmar Dias, como se o povo paranaense fosse burro e nunca ouviu as críticas e as denúncias do ex-governador – fazenda no Tocantins, etc. – contra Dias. Bem, lá se vai mais uma semana. Agora, a informação mais quente é a de que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, estará em Curitiba amanhã para anunciar a candidatura de Osmar Dias ao governo estadual, com o apoio do PT e do PMDB.
sábado, 26 de junho de 2010
Beto recebe o apoio do DEM, PHS, PTC e PSDC
DEM, PHS, PTC e PSDC realizaram suas convenções neste sábado e oficializaram a aliança com Ricardo Barros e Beto Richa.
Ricardo Barros, pré-candidato ao Senado na chapa de Beto Richa, recebeu neste sábado (26) o apoio oficial de mais quatro partidos. O DEM, PHS, PTC e PSDC realizaram suas convenções e oficializaram a aliança.
O Democratas reuniu milhares de militantes no final da manhã no restaurante Madalosso em Curitiba. À tarde, os partidos PHS, PTC e PSDC realizaram suas convenções no hotel San Martin, também na capital. Ricardo Barro e Beto Richa estiveram nos dois eventos para receber pessoalmente a oficialização dos apoios.
“São partidos estruturados com prefeitos, vereadores e dirigentes em todas as regiões. Pessoas que querem, assim como nós, fazer do Paraná um lugar melhor para se viver”, afirmou Ricardo Barros. “Juntos somos mais fortes para lutar pelo Paraná”, acrescentou.
O deputado federal e vice-presidente nacional do DEM, Eduardo Sciarra, destacou a capacidade de liderança de Ricardo Barros e lembrou do ótimo trabalho feito por ele na prefeitura de Maringá. “Ricardo Barros possui experiência e é muito qualificado para o cargo de senador da república”, destacou.
O candidato a presidente pelo PSDC, José Maria Eymael, veio a Curitiba para participar das convenções e anunciar o apoio a Barros e Richa. “ Ricardo Barros é um político articulador, que tem a virtude de ouvir todos os lados e por isso consegue resultados”, disse.
Luiz Adão, presidente estadual do PSDC, falou em nome dos partidos e explicou o motivo do apoio a Barros e a Richa. “São pessoas que trabalham pelo Paraná e para a população paranaense. Pessoas corretas e com credibilidade”.
Petistas silenciam
Nas últimas horas os blogueiros e twitteiros do PT ou ligados ao partido passaram a obedecer a um rigoroso toque de silêncio. A idéia é não dar qualquer pretexto para que o senador Osmar Dias, do PDT, recue de seu propósito de sair candidato ao governo do estado em aliança com o Partido dos Trabalhadores. Uma coligação complicada que já é considerada a costura política mais delicada e complexa da história do Paraná.
Até que o senador proclame pública e oficialmente sua disposição de sair candidato em aliança com o PT a ordem é não criticar e não comentar. Até mesmo elogios estão embargados porque o senador, conhecido pela extrema suscetibilidade, poderia entender qualquer menção lisonjeira a seu nome como uma ironia e desandar tudo o que foi obtido em intermináveis e delicadíssimas costuras políticas. Depois que o envolvimento de Osmar na aliança se tornar irreversível, os comentários e as manifestações de qualquer natureza estarão liberadas.
O governador Orlando Pessuti (PMDB) está neste momento reunido com os deputados e a executiva estadual peemedebista na sede do governo. Depois da reunião, ele deve conceder entrevista coletiva e anunciar se vai ou não se candidatar ao governo do Estado. Ele tinha programado coletiva para as 17 horas, mas resolveu se reunir com o senador Osmar Dias (PDT) mais uma vez.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Petistas em pânico
Não é só o deputado estadual Elton Welter(PT) que está muito preocupado com a coligação proporcional com PMDB. Ele tem suas razões, pois na última eleição fez 28 mil votos e ficou atrás de 20 candidatos do PMDB. E o petista mais votado foi a deputada Luciana Rafagnin com 38 mil votos que ficou atrás de 15 candidatos do PMDB. Realmente olhando os resultados da última eleição todos devem estar tendo calafrios, pois petistas com mandato se reelegeria. Não voltaria um.
Osmar admite rever acordo se Alvaro for vice de José Serra
O senador Osmar Dias (PDT-PR), disse nesta sexta-feira, 25, que foi pego de surpresa pelas notícias de que o irmão dele, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), teria sido escolhido pelo PSDB para ser candidato a vice-presidente na chapa capitaneada por José Serra. Segundo Osmar Dias, nem os dirigentes do PSDB, nem Álvaro Dias lhe telefonaram para confirmar a escolha.Quando falou ao Estado, Osmar Dias estava indo ao encontro do governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), para discutir detalhes sobre a aliança que eles estão construindo no Estado. Pelo acordo que está sendo costurado, Osmar Dias seria candidato ao governo do Estado com o apoio do PT e do PMDB, que indicaria o candidato a vice na chapa dele.
O senador do PDT afirmou, porém, que existe um acordo com o irmão de nunca disputarem entre si na política. Assim, se confirmada a indicação de Álvaro Dias para compor chapa com José Serra, Osmar Dias admite rever o acordo em construção com PT e PMDB.
Neste caso, ele poderia voltar a discutir com o PSDB a possibilidade de se lançar à reeleição ao Senado ao lado de Beto Richa, candidato tucano o governo do Paraná. A cúpula do PSDB avalia que, se Osmar Dias abandonar a ideia de disputar o governo do Paraná para se aliar ao partido, José Serra poderia ganhar mais dois milhões de voto no Paraná.
Álvaro Dias diz que foi “convocado” e que aceita ser vice de Serra
Senador tucano afirmou, no entanto, que isso depende de partidos aliados. Segundo ele, PPS e PTB já foram consultados; falta confirmação do DEM.
O senador paranaense Álvaro Dias (PSDB) deve mesmo ser o candidato a vice do tucano José Serra na chapa para a Presidência da República. A decisão deve mudar o cenário da disputa ao governo do Paraná. Em entrevista ao site G1, Dias confirmou ter sido “convocado” pelo partido.
O senador paranaense Álvaro Dias (PSDB) deve mesmo ser o candidato a vice do tucano José Serra na chapa para a Presidência da República. A decisão deve mudar o cenário da disputa ao governo do Paraná. Em entrevista ao site G1, Dias confirmou ter sido “convocado” pelo partido.“Há uma convocação. Foi dessa forma que o fato me foi transmitido hoje em São Paulo. Aceito sim, não vou fugir da responsabilidade. É uma honra”, afirmou Alvaro Dias ao desembarcar em Mato Grosso, onde participará da convenção estadual do PSDB neste sábado (26).
Perfil
Alvaro Dias tem 65 anos e é formado em História. Nascido em Quatá-SP, mas criado em Maringá, começou a carreira política como vereador em Londrina, em 1968 pelo MDB. Em 1971 se elegeu para o seu único mandato como deputado estadual. Já na eleição seguinte, se candidatou para ser deputado federal e foi eleito com a maior votação proporcional até então da história política do Paraná. Depois do segundo mandato como deputado federal, foi eleito senador em 1982.
A principal marca política na biografia de Alvaro Dias foi o posto de governador do Paraná, ocupado por ele de 1987 a 1991. O cargo também lhe rendeu a maior mancha na imagem pública: o confronto entre policiais a cavalo e professores em protesto, em agosto de 1988. Alvaro tentou ser governador novamente, em 1994, perdendo a disputa para Jaime Lerner. Mais tarde, ocupou o cargo de presidente da Telepar (Telecomunicações do Paraná de 1996 a 1997. Voltou ao Senado, na eleição de 1998 e foi reeleito, em 2006, para mais oito anos de mandato.
* Saiba mais
* Vice de Serra será Alvaro Dias, diz Jefferson no Twitter
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* Serra silencia sobre possível escolha de Dias para vice
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Dias afirmou, no entanto, que a confirmação de seu nome na chapa ainda depende de conversas com os partidos aliados. Ele afirmou que, quando saiu de São Paulo, já haviam sido feitas consultas ao PPS e ao PTB e que o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), ficou encarregado de conversar com o Democratas, partido aliado dos tucanos que reivindica a vaga de vice.
Sérgio Guerra, por meio do Twitter, também confirmou a indicação de Alvaro Dias no início da noite. “O PSDB sugeriu hoje (sexta-feira) o nome do senador Alvaro Dias como candidato à vice presidente na chapa de José Serra. Sua indicação está sendo apreciada por líderes e presidentes dos partidos coligados”, afirmou o presidente nacional tucano no microblog.
Anúncio antecipado
A notícia sobre a indicação do senador para compor a chapa de Serra foi dada no início da tarde desta sexta pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson. Ele disse, por meio do Twitter, que Dias havia sido escolhido como candidato a vice e apoiou a decisão. “Entendo que o Álvaro é um nomaço”, escreveu. Jefferson disse ainda que Guerra iria viajar para se encontrar com o presidente do DEM, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ).
Reflexos no Paraná
A confirmação de Alvaro Dias como vice na chapa de José Serra deve alterar a disputa pelo governo do Paraná. Nos últimos dias, o senador Osmar Dias (PDT) se reuniu por diversas vezes com representantes de PT e PMDB para acertar os detalhes de sua candidatura ao governo. Na quarta-feira à noite, o pedetista afirmou à Gazeta do Povo que a candidatura apenas não havia sido protocolada porque ele esperava pela confirmação do PSDB quanto ao destino do irmão Alvaro.
Osmar disse que não disputa as próximas eleições em lado oposto ao do irmão. Com a confirmação de Alvaro na chapa tucana, a candidatura de Osmar para o governo com o apoio de PMDB e PT deve ir por água abaixo.
Se o pedetista realmente desistir de disputar o governo, ele deve ser candidato a reeleição ao Senado em uma chapa independente, junto a partidos pequenos como PSC e PR. Neste cenário, PT e PMDB devem se unir em torno da candidatura do atual governador Orlando Pessuti. O candidato tucano ao governo do Paraná será o ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa. (Fabio Campana)
Osmar! Só semana que vem?
A decisão está tomada. Se mais nenhuma reviravolta ocorrer, o senador Osmar Dias, do PDT, deve anunciar, na terça-feira, que é candidato ao governo do estado do Paraná.
A entrevista coletiva esperada para ontem foi desmarcada após um pacto entre PDT, PT e PMDB para só se manifestarem publicamente sobre a coligação quando estiver tudo definido, com o nome do candidato a vice-governador e os acertos quanto à coligação para a eleição proporcional.
Mas, internamente, é dada como certa a aliança para o palanque único da base do governo Lula, com Osmar candidato a governador, Roberto Requião., do PMDB, e Gleisi Hoffmann, do PT, ao Senado.
O vice deve sair da convenção do PMDBN no domingo.
PP apoiará Dilma?
Não foi à toa que a bancada federal do PSDB reclamou da aliança com o PP no Paraná. Não há nenhuma garantia de que o deputado Ricardo Barros, que pleiteia uma das vagas para senador, poderá subir ao palanque de José Serra. Isso porque o Diretório Nacional, apesar de ter anunciado neutralidade, negocia um apoio “informal” à candidata petista Dilma Rousseff. O PP apoiou o governo do presidente Lula, está mais ligado a ele do que a outro grupo. Os deputados tucanos que ainda querem derrubar a aliança agora têm mais um argumento. Entretanto, considerando o “governismo” que é marca registrada do PP, se as próximas pesquisas mostrarem crescimento do tucano José Serra, tudo ainda pode mudar. (O Paraná)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
PDT veta apoio a Richa
Lideranças nacionais e locais do PDT, PT e PMDB tiveram ontem mais uma série de reuniões em Brasília, mas não conseguiram chegar a acordo para construção de aliança em torno da possível candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado.
A insistência do pedetista em ter a ex-presidente do PT, Gleisi Hoffmann, como candidata a vice e não ao Senado continua emperrando o acordo. O grupo esteve, na noite de segunda-feira, na casa do deputado Michel Temer (SP), presidente nacional do PMDB, e se encontrou novamente, uma vez ontem pela manhã e outra à tarde, na sede do PT em Brasília.
Até o fechamento da edição, Osmar ainda não havia anunciado se enfrentará o tucano Beto Richa (PSDB) na disputa pelo Palácio das Araucárias ou tentará a reeleição. De certo, do encontro de ontem, apenas a negativa da direção nacional do PDT ao pedido de autorização do diretório estadual para se coligar com o PSDB.
Mas a maioria aposta na decisão de tentar a reeleição ao Senado pelo PDT mais o PSC e outros partidos menores.
Depois de conversar com os representantes do PT e PMDB, o principal cacique pedetista, ministro Carlos Lupi, apresentou duas propostas a Osmar Dias. Disputar o governo com um vice indicado pelo PMDB. Nesta hipótese, Gleisi Hoffmann e o ex-governador Roberto Requião (PMDB) seriam candidatos ao Senado.
A segunda possibilidade seria concorrer a reeleição em candidatura avulsa, sem apoio de petistas e peemedebistas. Neste cenário, o governador Orlando Pessuti (PMDB) seria candidato a reeleição com um vice indicado pelo PT, com Gleisi e Requião candidatos ao Senado.
Durante toda terça-feira, as mais variadas versões chegaram de Brasília sobre o futuro eleitoral do senador pedetista. O deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB), que acompanhou as reuniões, chegou a garantir que a aliança entre os três partidos estava sacramentada, e que o nome do candidato ao governo seria anunciado ainda na noite de ontem. “Já temos uma decisão que nos mantêm unidos. Já escalamos os jogadores agora temos que colocar o time para jogar. O importante é que estamos juntos. Não passa de hoje (ontem) esta novela da sucessão estadual. Vamos amanhecer amanhã com o destino político do PMDB, PT e PDT decidido”, disse.
Outra versão garantia que a decisão de Osmar Dias só seria anunciada na reunião da Executiva do partido no Paraná no próximo dia 27. Informações extra-oficiais de fontes ligadas a Pessuti davam conta de que o pedetista teria aceitado concorrer a governador com um vice indicado pelo PMDB. Nesta hipótese, os deputados federais Rodrigo Rocha Loures e Marcelo Almeida seriam os mais cotados.
A candidatura de Osmar Dias é a última esperança do PT para garantir no Paraná um palanque forte para a candidatura presidencial de Dilma Roussef.(Via Bem Paraná)
A candidatura de Osmar Dias é a última esperança do PT para garantir no Paraná um palanque forte para a candidatura presidencial de Dilma Roussef.(Via Bem Paraná)
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