quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Alerta na tomada de Crédito

Para as instituições financeiras, os funcionários públicos e aposentados, são as jóias da coroa, uma vez que não há risco de inadimplência, porque a dívida é cobrada na folha de pagamento e no pagamento da aposentadoria e o funcionário e o aposentado não tem como fugir. O servidor e o aposentado pode ver o barco afundar, já que os anúncios dos créditos consignados são irresistíveis. Muitos se animaram a navegar nesta onda e podem se afundar mais ainda com esses empréstimos, se ninguém alertá-los para o perigo de ficar sem salário no final do mês a coisa vai descambar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Na política, há quem diga – e sustente – que já viu boi voar. Mas não dá para entender a preocupação das lideranças do PMDB que insistem em “arrumar” um “emprego” com imunidade parlamentar ao cidadão Roberto Requião de Mello e Silva, que responde a centenas de processos na Justiça. Não podemos ignorar que seu currículo político tenha sofrido algumas manchas, principalmente na tentativa de carregar nas costas o irmão, Eduardo Requião. Fardo pesado. O desgaste é grande e, cá prá nós, não vale a pena do ponto de vista administrativo. Se Requião quiser ser senador, lutará sozinho, por isto. O que não podemos menosprezar é sua inteligência e muito menos apostar no seu retorno a Brasília como deputado federal. Agora, tentar costurar acordo com Beto Richa em 2010 é pura insanidade. (DR On-line 06/11/08)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Racha à vista

Será uma declaração de guerra. Pelo tom e o que vem sendo divulgado depois do naufrágio das urnas, parece, mesmo, que o PT não quer mais ser a escada do PMDB. Ontem, o Partido dos Trabalhadores do Paraná , por meio de nota da direção executiva, reafirma, perante a sociedade e a categoria do magistério, seu apoio irrestrito ao Piso Nacional dos Professores , instituído pela Lei Federal nº 11.738/2008 em 16 de julho deste ano, que vem sofrendo forte oposição de setores conservadores da sociedade. A nota faz um retrospecto da luta pelo piso e, no final, o partido faz um apelo público ao governador Roberto Requião (PMDB), para que retire da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIN 4167 – impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 29 de outubro, onde contesta o novo piso. “Não abrimos mão da lei nacional por entendermos que ela é um passo importante que se dá em direção a um futuro melhor para a nossa gente, cujo caminho é apontado pela educação”, completa a direção petista.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Vão Fazer dele FDSN, o nosso Jaime Lerner

Jaime Lerner dedica-se hoje exclusivamente a ganhar dinheiro. Serviço não falta ao seu escritório de planejamento urbano. Executa encomendas de todos os cantos do Brasil. E do mundo. É hoje, sem dúvida, o paranaense mais festejado além-fronteira, está quase no patamar de Oscar Niemeyer, Arthur Moreira Lima. Nelson Freire, Gisele Bündchen etc. Depois da decadência de Ronaldo ‘Fenômeno', nenhum futebolista chega nos calcanhares dele. E nada melhor para ganhar mais dinheiro do que uma bela página na internet. Ontem, Jaime Lerner estreou na Terra Magazine garantindo que “o futuro está na superfície”. Explicando: ele é contra o metrô enterrado. Sucesso, Lerner. Aliás: mais sucesso!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Será que somente agora, com o turbilhão da crise financeira mundial, o presidente Lula (PT) ficou sabendo que têm empresas e bancos brasileiros jogando contra o governo e a sociedade? Isso sempre houve e o Banco Central sempre soube disso, pois controla até saques superiores a dez mil reais de correntistas comuns. Compram-se, na surdina, mil dólares, dez mil dólares. Não é difícil. Mas mexer cem mil, duzentos, quinhentos mil dólares, por baixo do pano, é quase impossível. Basta ver a engenharia que fez o traficante colombiano Abadía, para esquentar os dólares da cocaína. Até fazenda de produção de frutas para exportação teve que montar no Vale do Rio São Francisco.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Na quarta-feira (29), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em audiência pública, será debatida a proposta (PLS 58/03), de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), que prevê a atualização de aposentadoriase pensões mantidas pela Previdência Social, como também das pagas pela União, de forma a restabelecer a relação de equivalência que possuíam com o salário mínimo à época de sua concessão. Para o senador, com essa equivalência seria mantido o poder aquisitivo das aposentadorias e pensões, corrigindo a deterioração dos valores dos benefícios. Por exemplo, um trabalhador que tivesse se aposentado em 1995 com um benefício de R$ 1.500, que estaria recebendo, à época, o equivalente a 15 salários, já que o salário mínimo valia R$ 100. A conversão determinada pelo projeto de Paim faria com que hoje esse mesmo trabalhador passasse a receber R$ 6.225 – quantia equivalente a 15 vezes o valor atual do salário mínimo (R$ 415,00). Mas não há consenso quanto a proposta, a começar pelo governo, que alega que a Previdência não tem recursos para arcar com esse tipo de reajuste. (DR On-line 27/10/08)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O nosso presidente continua incorrigível. Não dá o braço a torcer, enfrenta a "marolinha" com a classe de um estadista, transmite confiança à sociedade, enquanto libera mais e mais dinheiro para minimizar os efeitos da crise que envolve o mundo.
Não é possível que ele não esteja informado, desde o primeiro momento, desde a crise imobiliária Americana, que a porca ia torcer o rabo. Na solenidade da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Lula não conseguiu continuar disfarçando a agonia desta quadra de crise econômica mundial. “Imagina você ir ao hospital visitar um companheiro em fase terminal e dizer: ontem morreu um cara assim, igual a você”. O presidente ainda revelou: “Tem gente que fala que sou muito otimista, que deveria falar com menos otimismo. Não posso”. Aí, ele falou do companheiro em fase terminal.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Navegar, é. Mas viajar é preciso?

O governador Roberto Requião está de viagem marcada para o Exterior. Outra viagem. Agora, para o Japão e Emirados Árabes (Dubai). Embarca sábado, comitiva substanciosa, que ele gosta de ter muita gente ao seu redor. Gente amiga, cordata, boa de palmas, pródiga em rapapés. Alguém (parece que o Giba Um) andou escrevendo que ele é o governador recordista em carimbar passaporte. Entre os brasileiros, deve perder só para o presidente Lula. Porque não tem um Aerolula. No duro, Requião está abusando. Mesmo que fizesse as viagens com dinheiro do próprio bolso, passou da conta. Tempos atrás, até faltou vice para assumir o Palácio Iguaçu. Tiveram que convocar o presidente do Tribunal de Justiça. Não ouso dizer que se trata de uma imoralidade. Mas é uma tremenda falta de austeridade no trato do dinheiro público. Uma viagem dessa custa uma fortuna ao erário. São passagens, diárias de viagem em dólar. Em dólar forte. Ainda bem que o vice, substituto de direito, é um político de primeira linha, ninguém chega a sentir falta do titular. Mas o governador tem compromisso moral com a sociedade que o elegeu. Mesmo que por uma diferença de apenas dez mil votos. Não pode se licenciar tanto, sair tão seguidamente do País. Nunca vi coisa igual nos últimos cinqüenta anos. Acompanho, com antenas de repórter, a vida pública do nosso Estado desde o primeiro dia do primeiro governo de Ney Braga. Era o início da década de 60 e só me lembro de uma viagem do “major” ao Exterior. Ele foi aos Estados Unidos, a convite do governo de lá, para tratar de assuntos do programa Aliança para o Progresso e trazer dólares para a conclusão da Rodovia do Café. E não levou dona Nice, a primeira dama. Paulo Pimentel nunca saiu do País durante seu longo governo (mais de cinco anos). E foi governador jovem, começou com 36 anos de idade, esbanjando vitalidade. Mas não saiu daqui. Seu vice, Plínio Franco Ferreira da Costa, não assumiu o Palácio Iguaçu sequer por um único dia. Os demais governantes mantiveram a sobriedade (isso mesmo, sobriedade!). Viagens ao Exterior eram acontecimentos importantes, manchetes de primeira página dos jornais. Na volta, prestação de contas, relatório detalhado dos resultados obtidos. Hoje, o governador viaja “para tratar de assuntos de interesse do Paraná”. E volta dizendo que “tratou de assuntos de interesse do Paraná”. Mesmo quando dá um pulinho até Buenos Aires, que o vinho argentino é bom e as noitadas de tango recarregam baterias. Emirados Árabes e Japão. Já perguntaram: o que há para se tratar naqueles distantes países do Oriente que uma mensagem pela internet não resolva? Vender combustível extraído do xisto de São Mateus do Sul aos árabes? Carros da Nissan aos japoneses? É, a coisa está feia. (Mussa José Assis DR 21/10/08)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Impressionante o índice de rejeição do governador Roberto Requião (PMDB) em Londrina: 87%. Antonio Belinati dispensa seu apoio, Luiz Carlos Haully quer vê-lo só com binóculos. Um segundo turno na segunda maior cidade do Paraná e a terceira de todo o Sul do País sem a presença daquele que deveria ser o maior eleitor do Estado é fato inusitado. Ponta Grossa, que também voltará às urnas, igualmente dispensa a ajuda do governador. Também não há palanque disponível nas outras cidades brasileiras que estão em campanha de segundo turno. Daí porque a viagem ao Japão e Dubai.

CRISE DA ECONOMIA

Vendo o que os governos do mundo estão colocando de dinheiro no mercado, para driblar a crise deflagrada pela quebradeira do sistema financeiro norte-americano, dá vontade de rir da bravata do presidente Lula (PT), anunciando que o Brasil tinha 200 bilhões de dólares de reservas para enfrentar o tsunami. Aliás, marolinha. Só na segunda-feira, governos dos países da zona do euro, Reino Unido e nações da Oceania e Oriente Médio, juntaram 2,4 trilhões de dólares para salvar suas economias. Isso sem falar na dinheirama jogada na fogueira pelos Estados Unidos e Japão.
Aqui no Brasil, só uma autoridade não falou besteira. Até porque não abriu a boca. Foi o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, surfou na maionese, só falou abobrinhas ao distinto público e, certamente, no ouvido do presidente Lula. E este prometeu Natal de Papai Noel gordinho e champagne à Marseillaise no Ano Novo ao “conjunto do povo brasileiro”.

Falta de respeito à sociedade. No mínimo isso. O comportamento de Eduardo Requião de Mello e Silva afronta a cidadania e, fosse outro o governador do Estado, ele seria demitido e expurgado da vida pública. O irmão Roberto o perdoou seis anos atrás, presenteando-o com a chefia da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). É público que o resto da família Requião não viu a nomeação com bons olhos, dado a fatos ocorridos em passado recente, ao término do primeiro mandato de governador de Roberto Requião, quando Eduardo ocupou a Secretaria do Meio Ambiente. Este chegou a fixar residência nos Estados Unidos, na região de Miami. Na volta, disputou a Prefeitura de Curitiba com o irmão caçula Mauricio. Perderam. A reconciliação veio no segundo mandato do primogênito, com a nomeação do analista para a Appa. Com a súmula antinepotismo, Roberto teve que tirar coelho de cartola, se expor nacionalmente, deslocando o secretário de Transportes, Rogério Tizzot, para dar o cargo a Eduardo. Agora ele faz biquinho para assumir uma pasta dividida. Fica de férias até a volta de Roberto de um périplo pelo Japão e Dubai. (DO On-Line 15/10/2008)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

AGRICULTURA E A CRISE

O setor agrícola é uma das áreas mais afetadas pela crise, já que, em pleno plantio da safra 2008/09, o crédito para os agricultores estancou. De acordo com Kaefer, isso compromete a produção e pode pressionar a inflação para o próximo ano. Em sua opinião, o Governo terá que tomar medidas enérgicas e rápidas. “A agricultura é uma área que o Governo vai ter que tomar providências urgentes. O Banco do Brasil precisará que dispor de linhas de financiamento para o crédito agrícola, principalmente agora que estamos em um período de plantio. Isso já é meio caminho para plantarmos bem e não faltarem recursos para termos uma boa safra em 2009” , concluiu.

INVESTIMENTO EM QUEDA

Ontem, o deputado estadual Elio Rusch (DEM) denunciou “a queda” dos investimentos do Governo do Estado na segurança e em muitos outros setores. “Os números não deixam dúvidas. Independente de quem fosse o governador, em 2002, os investimentos do Governo Estadual eram de R$ 763 milhões para uma receita orçamentária de R$ 6,295 bilhões. Isto equivale a 12,13% do orçamento, 78% mais do que foi investido em 2007” ., disse ao prever que “em 2007 a receita tributária do Governo paranaense foi de R$ 11,667 bilhões e só R$ 791 milhões foram investidos, o que equivale a apenas 6,78% do total arrecadado e R$ 28 milhões a mais que no último ano do governo anterior”.
Rafael Greca está levando cacetada de todos os lados. Querem seu couro, pendurá-lo na cruz, apanha mais que Judas em sábado de aleluia. E mandam que ele receba na Companhia Paranaense de Habitação (Cohapar), como diretor da empresa estadual, com salário de R$ 15, R$ 17 mil, o desempregado Doático Santos, 1.538 votos para vereador de Curitiba, único candidato apoiado publicamente pelo governador Roberto Requião. Mas não foi o próprio Requião que mandou Greca enxugar o quadro de comissionados da Cohapar? Antes, quem ocupava o cargo para o qual está indo o folclórico Doático era o sobrinho do governador, João Arruda. Um autêntico caso de nepotismo.(DR On-Line 14/10/2008)