quarta-feira, 26 de maio de 2010

Osmar Dias precisa apenas de segurança jurídica sobre a sua adesão a chapa do tucano Beto Richa como candidato a senador para formalizar publicamente o seu apoio. O PDT nacional tem decisão de apoio a Dilma Rousseff. Só abre exceção no Paraná.

PT fecha com PMDB no Paraná

Em entrevista à Rede Mercosul, Canal 21, o governador Orlando Pessuti (PMDB) confirmou que a aliança entre o PMDB e o PT já está fechada. O peemedebista disse que vai falar com o presidente Lula, nos próximos dias, apenas para oficializar a união. Petistas como os deputados Tadeu Veneri e Ênio Verri (presidente estadual do PT) confirmaram o acordo. A chapa, então, terá Orlando Pessuti como candidato a governador, Gleisi Hoffmann e Roberto Requião disputarão o Senado. Não se falou, ainda, sobre quem ocupará a vaga de vice-governador. Pessuti diz que no segundo turno “vão ver o que fazem”.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Deputados do PMDB e o drama de encolher a bancada

Com raras exceções que podemos contar nos dedos da mão direita, os deputados do PMDB passam por drama mais lacrimoso que os da Glória Magadan, para quem a alcança na memória.
Acontece que os matemáticos assentados no Centro Cívico fizeram seus cálculos e concluiram que a legenda não fará mais do sete cadeiras na Assembleia, podendo perder dez. Ou seja, dez deputados estaduais do PMDB certamente não voltarão no ano que vem.
Ora, pois, isso atormenta a tigrada que passa a forçar um acordo do PMDB com o senador Osmar Dias para tentar reforçar suas cores e elegê-los. Vai ser um esforço concentrado nesta semana em cima do governador Orlando Pessuti, que continua, lépido e fagueiro, em sua campanha de reeleição, mesmo que ela siginifique o naufrágio imávido da moçada.

PT se une a Requião para negociar a cabeça de Orlando Pessuti

As relações do Partido dos Trabalhadores com Roberto Requião não são boas, mas estão jogando juntos. O PT e Requião somam forças para rifar a candidatura de Orlando Pessuti ao governo do Paraná. A desistência de Pessuti interessa a Requião que não quer ver Osmar Dias, do PDT, disputando o Senado para não ameaçar sua própria eleição. O PT também precisa que Osmar seja candidato ao governo para dar um palanque para Dilma, e para não ameaçar a candidatura da petista Gleisi Hoffmann ao Senado.
O PT, que cometeu todos os erros impropriedades em suas negociações com Osmar, joga agora com a oferta de uma aliança com o PMDB como última manobra para atrair o senador Osmar Dias para uma aliança. A artimanha projetada pelo PT e por Requião tem dois problemas básicos. Não consta que Pessuti esteja disposto a sacrificar seu projeto político para beneficiar os interesses de Requião e do PT. E não se tem registro que Osmar, que adquiriu aversão ao modo petista de negociar alianças, esteja disposto a aceitar apenas parte do que vem exigindo para se aliar ao PT. Osmar quer a aliança com o PMDB e que Gleisi Hoffmann seja sua vice. “Senão, nada feito. Concorro ao Senado”, diz o senador.
A candidatura de Pessuti não inspira entusiasmo em seu partido. No PMDB existe o temor que um desempenho ruim do candidato provoque baixas nas bancadas estadual e federal do partido, mas essa avaliação é considerada muito pessimista por alguns analistas políticos. Eles consideram que um eventual afastamento da disputa de Osmar Dias da disputa pelo governo mudaria drasticamente o quadro atual. Para começar, levaria Pessuti a ampliar seu eleitorado de forma significativa. Levaria os votos dos eleitores do PT, do eleitorado esquerda e de setores ligados aos produtores rurais. Partidários de Pessuti lembram ainda que o governador registrou um crescimento lento mas consistente nas pesquisas apesar da polarização entre Osmar Dias e do tucano Beto Richa.
Contra aqueles que tramam contra sua candidatura, Pessuti tem defensores decididos dentro do PMDB. Entre eles o deputado federal Rodrigo Rocha Loures. Ele avalia que a candidatura de Pessuti é essencial para o PMDB manter a força que o partido tem no Paraná. “O Pessuti é candidato e a maior parte dos peemedebistas com mandato deseja esta candidatura. O PMDB tem a maior base de prefeitos e vice-prefeitos do Paraná e quase 800 vereadores. Isso já é mais que suficiente para investirmos na candidatura própria. Além do que, o Pessuti tem grande potencial de crescimento”, diz.(Fábio Campana)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Osmar, noivo cobiçado

O noticiário político de sexta-feira (21) ficou quase que totalmente em torno da candidatura do senador Osmar Dias ao Governo do Paraná. Acontece que a revista Época publicou que o PDT autorizou o senador Osmar Dias a fechar um acordo com José Serra (PSDB) para as eleições no Paraná. Antes disso, porém, ele deverá ter que esperar a divulgação de uma pesquisa de intenção de voto para o Senado, para, depois, anunciar sua decisão. Isso deve acontecer dentro das próximas duas semanas. Nem mesmo o presidente do PDT, ministro do Trabalho, Carlos Luppi, que é aliado do PT e deve apoiar a candidatura de Dilma Rousseff para a Presidência da República, deve atrapalhar as negociações entre o PDT e o PSDB paranaense. É que a direção do PDT entende que o melhor para o partido, hoje, é uma aliança com os tucanos paranaenses. Dias e Luppi estiveram juntos na semana passada. “Eu sou PDT, faça o que for melhor para nós no Paraná”, disse o ministro ao senador. Parece que até o suplente de Osmar estaria definido e pode ser Euclides Scalco (PSDB).

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Aliança PDT/PSDB saiu ou não?

A resposta do PDT sobre a proposta do PSDB, em torno da aliança pela candidatura de Beto Richa (PSDB), deveria ter sido dada na quarta-feira (19). Os tucanos ofereceram ao partido do senador Osmar Dias, que também pleiteia a sucessão ao Governo do Estado,, os cargos de vice-governador e uma de senador. Os pedetistas ainda não responderam, mas os tucanos não estão com pressa. O presidente do PSDB paranaense, deputado Valdir Rossoni, acredita que o acordo está bem encaminhado e parece não estar se importando com a nova investida do PT sobre o senador pedetista. “Nós queríamos que ele respondesse o mais rápido possível, mas os sinais foram bons e aguardamos”, afirmou Rossoni, ao dizer que embora o prazo esteja esgotado para a resposta pedetista, sugere que “é preciso respeitar o ritmo do PDT”. O tucano não acredita que o PDT esteja se servindo do convite do PSDB para pressionar o PT em formalizar a aliança e, ainda, trabalhar para incluir o PMDB na aliança, conforme condição do senador Osmar Dias. “O tempo vai nos dar a resposta. Nós estamos conversando com pessoas que têm um histórico de credibilidade e honradez”, disse. As informações são do Jornal O Estado do Paraná.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Requião está preocupado

Dizem as más línguas que a presença forte de peemedebistas defensores ferrenhos do ex-governador Roberto Requião (PMDB), no jantar oferecido ao senador Osmar Dias (PDT), na segunda-feira (17), tem grande conteúdo eleitoral. Afirmam que Requião está vermelho de medo e raiva porque teme que Osmar desista da candidatura ao Governo do Paraná e concorra à reeleição. Se isso acontecer, analistas de plantão acham que a candidatura de Requião ao Senado estaria comprometida. Por isso, com medo, o ex-governador tinha olhos e ouvidos no jantar a Osmar em Santa Felicidade. Todos tinham um recado claro, apoiar o pedetista na sua intenção de candidatar-se ao Governo do Estado, lógico, que tudo pensando na eleição para o Senado, já que é bem possível que PMDB e PT estejam na mesma trincheira... É pagar para ver

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Richa lidera com 40%

Os resultados da pesquisa do Instituto Vox Populi divulgado pela Band TV sobre a disputa do governo do Paraná divulgada na   terça-feira:

Beto Richa (PSDB) – 40%

Osmar Dias (PDT) – 33%

Orlando Pessuti (PMDB) – 10%

Rubens Bueno (PPS) – 3%

Luiz Felipe Bergmann (PSOL) – 1%

Paulo Salamuni (PV) – 1%

Brancos e nulos – 2%

Não souberam responder – 10%

terça-feira, 18 de maio de 2010

Em compasso de espera

O jantar-homenagem ao senador Osmar Dias, do PDT, em Santa Felicidade, ontem, reuniu gente de todas as extrações. Do sobrinho de Requião, João Arruda, ao tucano mais antigo, Euclides Scalco, além de gente de alto coturno do PPS, DEM, PR, PT, e os menos votados. Sem contar a aparição de Gleisi Hoffmann para desejar saúde e felicidades para Osmar Dias.
O prefeito Beto Richa bem que poderia ter ido não fosse um detalhe: no exato momento marcado para o jantar ele tinha compromisso assumido há mais de mês na Câmara Municipal de Colombo, onde recebeu o título de Cidadão Honorário do município.
Algo chamou a atenção: Osmar Dias não usou o palanque de ontem para fazer proselitismo de candidato a governador. O discurso foi mesmo de senador que tenta a reeleição.

Ruim com ele pior sem ele

Petistas e peemedebistas intensificaram ontem os esforços para evitar que o senador Osmar Dias (PDT) desista de disputar o governo do Estado e os dois partidos percam espaço no Paraná com a iminente vitória tucana capitaneada pelo ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB).Sem espaço na chapa dos tucanos, os pré-candidatos e principais lideranças do PMDB decidiram entrar em campo para tentar evitar que as bancadas do partido na Câmara Federal e Assembleia Legislativa encolham a partir das eleições de outubro. Na tarde de ontem, um grupo de deputados federais e estaduais peemedebistas se reuniu com o secretário nacional de comunicação do PT, deputado federal André Vargas, para negociar a construção de uma aliança em torno da candidatura de Osmar Dias. “Está claro que ou vamos nessa linha ou damos a eleição para o Beto Richa”, argumentou Vargas. (Jornal do Estado)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Osmar deve desistir de candidatura ao governo

As dificuldades de acerto entre PT e PDT para uma aliança visando ao governo do Paraná podem levar o senador Osmar Dias (PDT) a desistir da disputa pelo governo e, em consequência, enfraquecer o palanque da pré-candidata petista Dilma Rousseff à Presidência na disputa pelos votos de aproximadamente 7,5 milhões de eleitores do Estado.
“Está praticamente descartada”, disse o senador. “Mas ninguém pode reclamar que não trabalhei e coloquei meus esforços nessa aliança.” Caso a desistência se confirme, Osmar poderá aceitar o convite do PSDB para se juntar à chapa liderada pelo ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa, como candidato à reeleição no Senado, com o PDT podendo apresentar o vice.
Se houver essa consolidação, a campanha do pré-candidato à Presidência pelo PSDB José Serra será fortalecida. Osmar poderá ainda ocupar o Ministério da Agricultura em eventual administração tucana.
Segundo o senador, o próprio Lula havia estimulado sua candidatura com apoio de toda a base aliada do governo federal, mas não houve empenho do PT. A insistência para que Gleisi Hoffmann, mulher do ministro do Planejamento Paulo Bernardo, fosse vice na chapa também não foi aceita pelo partido.
Na semana passada, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, prometeu ao senador continuar com os esforços para manter a aliança. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo. (Evandro Fadel, da Agência Estado)

Senador Indeciso

O palanque mais agitado da hora é o do Paraná, onde Osmar Dias (PDT), depois de combinar com Lula uma candidatura ao governo apoiada pelo PT e com Serra a reeleição ao Senado na chapa do tucano Beto Richa, segue negociando simultaneamente com os dois lados. Ontem, tomou café da manhã com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que saiu do encontro animado o bastante para postar no twitter: “Enquanto há vida, há esperança”. À tarde, Dias procurou tranquilizar o comando da campanha de Serra, dizendo que está tudo certo para a aliança com Richa. Ele quer o governo, mas apenas se, além do PT, tiver o PMDB -conta que por ora não fecha. Petistas e tucanos estão pelos tampos com o indeciso senador. Do Painel da Folha de São Paulo de sexta-feira (14). (DR-on line 17/05/2010)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Loucura loucura loucura!

Quando se pensa que o assunto “alianças” às eleições de outubro deste ano estava resolvido, vem alguém, desfaz e desdiz tudo o que foi feito e o que foi falado. Na disputa pelos holofotes das televisões, das centimetragens de jornais, revistas e espaços em sites, blogs e preciosos minutos em rádios, o que fala mais alto, parece, é a vaidade do político paranaense. E o culpado disso tudo é o presidente Lula, que antecipou a discussão eleitoral para dar viabilidade à sua candidata Dilma Rousseff. Por isso, tudo o que iria se decidir, em julho, acabou sendo antecipado e, agora, em maio, querem definir alianças como se as eleições fossem no  mês que vem. A princípio, ainda no ano passado, falava-se em manter a grande aliança – PSDB, PDT, DEM e PPS – firmada em 2006, em torno da candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao Governo do Paraná, quando ele perdeu por míseros 10 mil votos para o governador Roberto Requião (PMDB). O grupo manteve-se intacto nas eleições municipais de 2008, quando Beto Richa (PSDB) se reelegeu à Prefeitura de Curitiba. No começo deste ano, com o anúncio da candidatura do tucano para concorrer com Osmar Dias ao Governo do Estado, foi uma correria só. Cada partido, de repente, anuncia um candidato ao Palácio das Araucárias.
Dias desses, outra lufada de informação dava conta que a grande aliança continuaria com Beto Richa candidato ao governador, Osmar Dias e Ricardo Barros ao Senado e o deputado estadual Augustinho Zucchi (PDT) como candidato a vice de Richa. Hoje, nada mais disso vale e voltou tudo à estaca zero. O que se dava por certo, agora é duvidoso e o que deixava dúvidas, agora é certeza. E, no entremeio de tudo isso, salpica-se muita fofoca, oportunismo e algum tiroteio via twitter. Na quarta-feira (12), o secretário-geral do PMDB, João Arruda, acusou a cúpula do partido de queimar a aproximação com o senador Osmar Dias. Em troca recebeu alfinetadas do governador Orlando Pessuti e do tio, o ex-governador Roberto Requião. Os peemedebistas classificaram as declarações de Arruda de “infelizes”. Pessuti nega que tenha “esnobado” o senador e garante que o PMDB está de braços abertos para se aliar com o PDT. Em entrevista à rádio CBN, o governador afirmou que “o Arruda fez uma declaração infeliz. Nunca houve isso. Pelo contrário. Apesar de o governador Requião ter marcado minha posse para o dia primeiro de abril, eu faço um governo de verdade e, no dia seguinte, estendi a mão ao senador Osmar Dias, que é meu amigo pessoal, para resolvermos o problema da dívida do Banestado”, disse, sem perder a oportunidade de dar uma estocada no ex-governador: “Em 28 dias resolvemos, coisa que o governo anterior não fez em sete anos e meio”.
Quando tudo parecia certo na continuidade da grande aliança com a rendição pedetista aos tucanos, começam novas especulações. O PT, que se negava a aceitar a colocar a sua estrela Gleisi Hoffmann na vice do senador Osmar Dias, parece que voltou atrás e já fala em mudar de opinião. Na quinta-feira (13), noticiou-se um encontro entre o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, com o senador Osmar Dias. O deputado federal Ângelo Vanhoni (PT), que participou do encontro garante que está tudo acertado e que o trabalho agora será para incluir o PMDB na aliança. O próximo passo é procurar Orlando Pessuti (PMDB). “Procuramos não estabelecer este ou aquele para candidatos majoritários. O primeiro passo é juntar todas as forças em um mesmo bloco”, explicou Vanhoni. Pelo twitter, o secretário nacional de comunicação petista, deputado federal André Vargas, que também participou do encontro, confirmou a sugestão de Gleisi Hoffmann ser candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Dias. É a metamorfose ambulante (como diria o presidente Lula) em ação. Neste caso, se a aliança entre PDT e PT se confirmar, maldosos de plantão dizem que restará provado que Osmar usou a “aproximação” com o PSDB, de novo, para pressionar o PT. Em política, tudo é possível, inclusive vaca tossir e boi voar.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

[12/05/2010] - A Batalha Farroupilha

Um clima hostil tomou conta da Província, e os imperialistas já acercam nosso forte. Vieram com a esperança de parar a revolução, mas na verdade mal sabem o que os espera ...

Adentrando as muralhas pensarão: Como foi fácil chegar até aqui, no caminho nenhum problema, nenhuma emboscada, e ao que vemos os pegamos de surpresa, está tudo quieto, apagado, e os portais estavam abertos, desavisados de nossa chegada.

É neste instante que o Arauto da Zombaria do Império escuta um balbúrdio na escuridão. Os invasores ficam tensos e se agrupam ao centro da arena, o suor frio lhes escorrendo pela face.

- O que está acontecendo ?? Grita assustado o soldado de branco, empalidecendo a cada segundo.

- CORRAM, É UMA EMBOSCADA !!!!!!!!!!!

As luzes se ascendem, os bumbos de guerra farroupilha rompem o silêncio e a multidão que espreitava este momento vibra, e solta o seu brado de guerra. Não a mais tempo de nada ...

O barulho é ensurdecedor, as saídas foram bloqueadas, e os meninos que quiseram um dia ser heróis entendem que pagarão um preço muito caro. Rompe enfim a Armada Tricolor, os filhos reencarnados de Esparta invadem o campo de batalha. A frente o comandante injustiçado, com os olhos sombrios como jamais havia se visto. Os comandados lutarão por seu comandante, e pela honra de seu povo. Chegou a hora !!

Para os indignos visitantes, o fim da caminhada. Para os Guerreiros Imortais, mais um degrau para glória. Se for preciso, alguns deixarão sua vida nesta batalha, mas a derrota não é uma alternativa. (Luiz Carlos Freitag)


Durma com um barulho desses