quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vice, Flavio Arns, no Oeste do Paraná hoje

O senador Flávio Arns (PSDB), vice-governador eleito do Paraná, estará em Foz do Iguaçu, Toledo e Cascavel hoje, em campanha ao candidato à presidência José Serra.
Em Foz, Arns concederá uma coletiva de imprensa e se reunirá com líderes políticos, comunitários e religiosos.  No município de Toledo, o vice-governador eleito se reunirá com lideranças locais, concederá entrevistas e visitará o Bispo Dom Francisco Carlos Bach.
Em Cascavel, Arns visitará o campus da Unioeste e se encontrará com Dom Mauro Aparecido dos Santos, Arcebispo Metropolitano. Também participará de um encontro com professores e líderes da comunidade. Ele também concederá entrevista coletiva às 18 horas, na sede do PSDB.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dilma e a Religião

A foto na capa da Folha de São Paulo é antológica. Merece o Prêmio Esso de Jornalismo. Capta o exato momento em que 15.000 fiéis, no Santuário de Aparecida, fazem o sinal da cruz , enquanto uma atéia, na platéia, é a única que fica estática, pois nada sabe do ritual religioso. No momento seguinte, Gabi Chalita cutuca a candidata e refaz o sinal, para que ela o siga. Automaticamente, Dilma Rosneff, a cristã de palanque, imita Gabi Chalita. É isso que dá usar a boa fé das pessoas para mentir e enganar. Deus castiga.
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ação contra prefeito

O Ministério Público do Paraná acaba de ajuizar ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito de Tibagi, Sinval Ferreira da Silva; contra o secretário municipal da Administração, Nilton Fontenelli Piedade; contra quatro servidores públicos e ainda contra outros três particulares – entre eles Jair Ferreira da Silva, irmão do prefeito – por fraude em licitação que levou a Prefeitura a contratar irregularmente, em 2009, o Restaurante e Lanchonete Varandão, para fornecer oito mil refeições para o Município, ao preço total de R$ 72 mil. Segundo a Promotoria de Justiça de Tibagi, como o irmão do prefeito é proprietário do restaurante estava legalmente impedido de contratar com a Prefeitura, em razão da relação de parentesco, ele se utilizou de terceiras pessoas – na verdade seus empregados – para vencer licitação que, aliás, tinha apenas a sua empresa na disputa. Na ação, o MP-PR sustenta que a contratação do Restaurante Varandão, registrado oficialmente como Restaurante e Lanchonete Ponto de Chegada, só se tornou possível com a contribuição ativa de todos os que participaram das diversas fases do procedimento, ou seja, das autoridades municipais mencionadas, dos servidores que fizeram “vistas grossas” e atuaram na comissão de licitação e dos beneficiados com as manobras legais – o irmão do prefeito e aqueles que, tentando mascarar a verdade, se apresentaram como se fossem os donos a empresa vencedora. De acordo com a Promotoria de Justiça, é fato público e notório em Tibagi que tal empresa pertence, na realidade, a Jair Ferreira da Silva. Ele próprio, conforme o MP-PR, ora confirma a condição de proprietário, ora afirma que a proprietária é sua esposa - como atestam também termos de declarações de populares e mesmo termos de acordo firmado em reclamatória trabalhista ajuizada em face do restaurante.
Improbidade administrativa
A configuração, portanto, de todos estes atos, caracteriza, ainda segundo o MP-PR, evidente improbidade administrativa contra os princípios da Administração Pública, “violadores dos deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade ao Município de Tibagi, na medida em que visaram fim proibido em lei”. Diante dos fatos e das provas levantadas, inclusive em inquérito civil, a Promotoria de Justiça de Tibagi pede, entre outras providências, a condenação de todos os envolvidos no caso, para o ressarcimento integral dos danos causados ao erário; a perda dos valores eventualmente acrescidos ilicitamente ao patrimônio dos réus; a suspensão de seus direitos políticos pelo prazo de três a cinco anos; a proibição de contratarem com o Poder Público ou receberem benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual sejam sócios majoritários; bem como o pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelos agentes, com juros e correção monetária.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sem o “fantasma” de Lula, o PSDB já vê possibilidade maior de vitória no dia 31

“A ordem é botar o bloco na rua. Vamos promover encontros regionais e estaduais com os governadores e prefeitos”, avisou ontem, em Brasília, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador nacional da campanha de José Serra (PSDB) à Presidência da República, ao acrescentar que o objetivo é fortalecer a campanha e engajar ao máximos as lideranças regionais neste segundo turno. Ele deixou claro que, agora, a orientação é explorar as contradições da candidata do PT, Dilma Rousseff, de forma “dura, mas com o cuidado de não torná-la vítima”. Para isso, serão adotadas duas frentes de atuação durante a campanha, que começa imediatamente: promover uma “sintonia fina” nos programas de rádio e TV – inclusive com inserções – para adequá-los à realidade do segundo turno e “colocar o bloco na rua”, nos estados, com o envolvimento em tempo integral dos aliados em favor do candidato tucano. E há outro fator favorável a Serra, na avaliação do coordenador: “Desta vez não tem o fantasma de Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] na nossa frente.” Ele se referiu às eleições passadas de 2006 e 2002, quando o PSDB disputou segundo turno com o presidente. “Lula intimidava todo mundo, agora não intimida mais ninguém”, assegurou. O líder do DEM no Senado, Antônio Carlos Júnior (BA), explicou que a ideia é ignorar o presidente Lula e focar a campanha na candidata Dilma Rousseff. “Vamos para o confronto direto, esquecer o Lula, e bater de frente com ela”, prometeu. Para o senador baiano, tanto nos estados quanto nos programas de rádio e TV terão que ser exploradas contradições da candidata do PT como declarações feitas sobre o aborto. “Existe a declaração dela favorável ao aborto anos atrás publicada em uma revista e agora ela adota esse discurso de que é favorável à vida quando perguntada sobre o assunto? Isso tem que ser mostrado para a população”, reforçou o senador do DEM. Outro ponto que poderá ser explorado é uma declaração pública que Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, teria feito poucos dias depois do pedido de demissão do Ministério do Meio Ambiente, da candidata pelo PV à Presidência, no primeiro turno, Marina Silva. Segundo o líder do DEM, na ocasião, Dilma teria dito que Marina foi demitida porque não representava o projeto de desenvolvimento do governo Lula. O senador destacou que a estratégia de Serra para o segundo turno começou, ontem, em Brasília, a partir do encontro que manteve com governadores, senadores e deputados eleitos pela sua coligação O Brasil pode mais.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Os desafios de Beto

Líder de governo no mandato de Roberto Requião, o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) reconheceu ontem, na Assembleia Legislativa, que a segurança pública e a saúde vão de mal a pior no Estado e que serão os principais desafios do governador eleito Beto Richa. Requião sempre comandou não apenas o Palácio Iguaçu, mas também a Assembleia Legislativa com mão de ferro. Não permitia ser contrariado, tampouco criticado. O que antes a base governista não queria ver, agora ficará evidente quando o próximo governador assumir. O caos na saúde e na segurança pública são motivos de alertas há muitos anos, mas a própria Assembleia, com raras exceções, não se preocupou em cobrar ou fiscalizar o governo. Mas antes tarde do que nunca. O Paraná parou no tempo e precisa recuperar o fôlego e retomar o crescimento após quase oito anos de paralisia.

Cristã Nova, Será?

E agora Osmar?

Depois dos resultados anunciados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a configuração eleitoral mostrou o favoritismo de Beto Richa nos maiores colégios eleitorais do Estado. As cidades de Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu, reduto do PDT, pouco ou quase nada ajudaram na campanha do pedetista Osmar Dias, para o Governo do Paraná. Pelo contrário, nestes colégios eleitorais a vitória de Beto Richa (PSDB) foi surpreendente. Em Londrina, por exemplo, cidade natal do tucano, mas comandada por um pedetista, Barbosa Neto (que chegou até a se licenciar do cargo para trabalhar na campanha de Osmar Dias), a vitória de Richa foi inacreditável: 71% dos votos válidos, contra 25,05% de Osmar. Em Curitiba, onde Beto, como prefeito, tinha aprovação da maioria esmagadora dos eleitores, o tucano ficou com 66% dos votos e Osmar, com 29%. Em Cascavel, também administrada por um pedetista, Edgar Bueno, Beto recebeu 53% dos votos válidos, contra 44% de Osmar. Em Ponta Grossa, Beto fez 63,74% dos votos e Osmar ficou com 33,65%; em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), Beto ficou com 58% dos votos válidos e Osmar com 38,37%. Beto só apareceu em desvantagem nas urnas, entre os grandes colégios eleitorais do Paraná, em Foz do Iguaçu, onde fez 48,54% dos votos e Osmar, 49,68%, e Maringá, onde Osmar e sua família vivem, o pedetista ficou com 50,65% dos votos, e Beto fez 46,93%.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

No último debate na TV, Osmar e Richa trocam insultos e serão julgados pelos eleitores, no dia 3

Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) não desperdiçaram nenhuma chance para trocarem agressões, ontem, durante o último debate entre os candidatos ao Governo do Estado, realizado pela RPCTV, com a participação, também, de Luis Felipe (PSOL) e Paulo Salamuni (PV). Sempre que possível, Beto e Osmar escolhia ao outro para fazer as perguntas. A impressão que se teve foi a de que havia disposição de mostrar os defeitos um do outro e, também, para desestabilizar emocionalmente. Neste quesito, o candidato tucano parecia mais seguro, com respostas firmes, ou fazendo perguntas contundentes. A primeira estocada se deu quando Richa escolheu Osmar para questionar sobre “emprego”. O pedetista desfiou o rosário do que pretende fazer no setor e deslizou: “O presidente Lula acabou de me ligar para desejar boa sorte. É importante ter o apoio de um gerador de emprego como Lula, que gerou mais de 15 milhões de empregos. (...) Hoje, as micro e pequenas empresas têm isenção R$ 360 mil [para pagar imposto]. Vamos dobrar para R$ 760 mil, já que 60% dos empregos que são gerados são das mais 15 mil microempresa. Vamos trocar imposto por emprego”, disse, Osmar, que foi corrigido por Richa: “Corrigindo. Senador, dobrar os 360 mil é 720 mil e não 760 mil. Mas, o paranaense quer saber de projetos próprios e não de outros. E foi este senador que votou  a favor da CPMF; em 2001 apresentou projeto para proibir testemunhas em processo trabalhistas, beneficiando os empregadores; ainda em 2001, apresentou projeto que tirava os depósitos recursal dos trabalhadores (...)”, atirou, e Osmar se defendeu: “Meu Deus do céu quanta lorota. Fizemos este projeto no Governo FHC, quando a taxa de desemprego era altíssima. Mas, as centrais sindicais me orientaram para retirar o projeto e assim eu fiz. Todos os anos sou escolhido pelo Diap com um dos senadores mais atuantes. O meu adversário está mal informado. Aliás esse é o candidato que usou  indevidamente isso na TV e perdeu na Justiça”, disparou.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tem certeza que quer dar um novo mandato para Requião?

Pesquisa suspensa

Uma pesquisa Ibope que seria divulgada ontem (23), na RPC, foi suspensa pelo juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, Luciano Carrasco, atendendo reclamação da coligação “Novo Paraná, que apóia Beto Richa (PSDB), ao Governo do Estado. O questionamento da coligação foi baseado em irregularidades na metodologia. O juiz sustentou que a suspensão da pesquisa foi necessária por causa de desatenções com relação a requisitos estabelecidos pela Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TRE estipula multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento. Do outro lado da trincheira, a Coligação “A união faz um novo amanhã”, que apóia o senador Osmar Dias (PDT) ao Governo do Paraná, protocolou no TRE uma denúncia contra um suposto e-mail que teria sido mandado pelo endereço oficial da campanha de Beto Richa com uma pesquisa sem o devido registro. Segundo Luiz Fernando Pereira, coordenador jurídico da campanha de Osmar, a representação eleitoral visa punição à coligação adversária, que poderia resultar em pena de até seis meses de detenção. No levantamento, Richa estaria dez pontos à frente de Osmar Dias.
Sem as sondagens
Na semana passada havia a expectativa sobre o resultado de três pesquisas, que estavam no forno, para serem divulgadas entre entre hoje e amanhã (25). Não vai haver mais anúncio nenhum, considerando a decisão da Justiça de ontem (23). É que os três levantamentos esperados, feitos pelo Vox Populi, Datafolha e Ibope, foram suspensos pela Justiça Eleitoral a pedido da Coligação Novo Paraná, do candidato tucano ao Governo do Estado, Beto Richa. Os advogados alegaram que a pesquisa induz a resposta do eleitor, ao inserir perguntas sobre aprovação do presidente Lula antes da pesquisa para o Governo do Estado. E não é segredo para ninguém que o petista apóia Osmar Dias (PDT) para o posto ocupado hoje por Orlando Pessuti. Uma das perguntas feitas ao eleitor, pelo Datafolha e Ibope, questiona se ele votaria no candidato apoiado pelo presidente Lula. A Justiça Eleitoral também acatou pedido da Coligação de Beto Richa quanto à pesquisa do Vox Populi, que não tinha ponderação do plano amostral, como exige a Lei Eleitoral para divulgação das pesquisas. Com a ausência dos levantamentos, as especulações sobre quem está liderando as intenções de voto para o Governo do Estado andam a todo o vapor. É que na semana passada os dois candidatos apareciam tecnicamente empatados, com Beto Richa na frente com diferença de 5% para o segundo colocado, Osmar Dias. A partir daí começou o tiroteio. De um lado, Osmar garante que já passou o adversário e faz campanha em clima de “já ganhou”; do outro, Beto acelerou as alfinetadas no pedetista.