quarta-feira, 24 de junho de 2009

Por mais que o governador negue, a luz vai subir quase 15%

Já houve reajuste de 2% em abril, por conta da minirreforma, e os outros 12,98% devem ser aplicados, hoje, nas contas dos consumidores.
Não faz muito tempo – há pouco mais de uma semana – o governador Roberto Requião (PMDB) afirmou, em uma das edições da Escola de Governo, que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) havia autorizado reajuste de 3,5% nas tarifas de energia elétrica. Posando como estadista que se preocupa com o seu povo, o governador assegurou que, na época, não iria conceder o tal aumento. Até porque, em abril, entraram em vigor as novas regras da minirreforma tributária, que trazia no seu bojo um reajuste de 2% nas contas de luz. As ações da Copel desabaram na Bolsa de Valores. Ontem, de novo, o governador anunciou que a Aneel autorizou a Copel a promover um reajuste médio de 12,98% nas suas tarifas de fornecimento.
O percentual, no entanto, não será aplicado aos 3,5 milhões de unidades consumidoras atendidas pela companhia do Paraná. O reajuste anunciado pela Aneel, que entraria em vigor a partir de hoje, autoriza a empresa a elevar em 11,5% a tarifa aplicada aos consumidores atendidos em baixa tensão, grupo onde se enquadra a maioria dos usuários como as residências, escritórios e propriedades rurais. Para os atendidos em alta tensão, que são basicamente as indústrias e grandes instalações comerciais, os percentuais autorizados variam entre 14,39% e 18,44%. Requião esperneou, garantindo que não repassaria esse aumento, e disse que a empresa está avaliando os mecanismos que serão adotados para amortecer e absorver o reajuste definido pela Aneel, neutralizando seus efeitos na conta dos consumidores.
Acontece que ele não pode simplesmente dizer que não fará o repasse, porque, simplesmente, o contrato de concessão assinando entre as distribuidoras e a Aneel não permitiria.