quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Segundo fontes próximas a Beto Richa, o governador não tem intenção de levar mais nenhum deputado para o primeiro-escalão. Isso porque o segundo suplente da coligação é Bernardo Carli (PP), irmão do ex-deputado Fernando Ribas Carli – que renunciou após se envolver em acidente de trânsito que resultou na morte de duas pessoas. O motivo é que a família Carli, de Guarapuava, apoiou a candidatura de Osmar Dias (PDT) na eleição para o governo.
O único deputado estadual com cargo garantido no primeiro-escalão do governo Beto Richa é Durval Amaral (DEM). Durval já foi inclusive convidado, dentro da articulação que resultou em sua desistência de disputar a presidência da Assembleia Legislativa, em favor de Valdir Rossoni (PSDB), e a pedido do próprio governador eleito. Só não se tem certeza, ainda, qual será o posto, já que o Democrata pode tanto assumir a Secretaria de Estado da Fazenda, quando a chefia da Casa Civil. Com a ida dele para o governo, assume vaga na Assembleia o atual deputado Duílio Genari (PP), que ficou como primeiro-suplente da coligação governista.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sem validade

Os desembargadores que integram a 4ª e a 5ª Câmaras de Direito Público do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) aprovaram enunciado a propósito dos certificados emitidos pela Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu (VIZIVALI), referente ao Programa de Capacitação para a Docência das Séries Iniciais do Ensino Fundamental. No entendimento do TJ-PR, os diplomas não podem ser aceitos como prova de habilitação em curso superior por falta de seu reconhecimento pelo Ministério da Educação (MEC). Aprovado em outubro, o enunciado foi publicado ontem. Os enunciados são posicionamentos sobre temas já debatidos e decididos de maneira uniforme em diversas sentenças e que acabam servindo para nortear decisões futuras do Judiciário. Conforme matéria do TJ-PR, “por meio deles, juízes e advogados são informados sobre a posição do órgão julgador relativamente a determinadas questões”. O caso da Vizivali é acompanhado no Ministério Público do Paraná pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção da Educação. Em 2007, o MP-PR entrou com ação coletiva contra a faculdade e outros, por entender que os alunos foram lesados pela instituição de ensino (autos nº 1.361/2007, em trâmite na 18º Vara Cível da capital).

Especulações

As especulações em torno dos nomes que deverão compor a equipe do governador eleito Beto Richa (PSDB), estão a todo vapor. Oficialmente, apenas o senador e vice-governador eleito, Flávio Arns, está garantido, como secretário de Educação do Governo que assume em 1º de janeiro de 2011. Ontem, Richa viajou para descansar da maratona eleitoral e aproveita para desenhar o quadro da sua equipe de primeiro escalão.Segundo o Jornal do Estado, o “núcleo central” do secretariado será composto por técnicos de confiança do tucano, que já trabalhavam com ele na Prefeitura de Curitiba. Os demais nomes devem sair dos partidos da coligação que apoiaram a sua eleição. Confira a lista das possibilidades para o Governo Richa: Educação – Flávio Arns; Transportes – José Richa Filho; Provopar – Fernanda Richa; Fazenda – Luiz Eduardo Sebastiani, mas pode ser remanejado para outra área caso se confirme a articulação para que o deputado estadual Durval Amaral (DEM) assuma o posto; Agricultura – Norberto Ortigara; Comunicação Social – Deonilson Roldo; Segurança Pública – deputado federal eleito, delegado Fernando Francischini; Planejamento – Carlos Homero Giacomini; Procuradoria Geral do Estado – Ivan Bonilha; Justiça – deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), candidato derrotado ao Senado; Casa Civil – deputado Plauto Miró (DEM). Richa também deve reservar espaço para os aliados, o prefeito de Castro e presidente da Associação dos Municípios do Paraná, Moacyr Fadel (PMDB), que brigou com seu partido para apoiá-lo; além das indicações de outros partidos que compuseram sua aliança, como o PP do deputado federal e candidato derrotado ao Senado, Ricardo Barros, e o PPS do deputado federal eleito, Rubens Bueno – que já integram o primeiro escalão da prefeitura municipal -, e o PSB do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci. Outra dúvida é em relação à participação ou não do PMDB. Oficialmente o partido apoiou a candidatura do senador Osmar Dias (PDT), derrotado no primeiro turno da disputa pelo Governo do Estado. Mas, a maioria dos peemedebistas apoiou aberta ou veladamente Richa e, agora,deseja compor a base de sustentação do tucano na Assembleia Legislativa. Um dos nomes cotados para assumir cargo no primeiro escalão é o do primeiro secretário da Assembleia, Alexandre Curi, que apoiou o tucano desde o início e inclusive chegou a ser cotado para ser o vice-governador na chapa.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Não será nenhuma novidade se o governador eleito Beto Richa (PSDB) passar os próximos quatro anos consertando os estragos deixados pela administração regida pela Carta de Puebla do ex-governador Roberto Requião (PMDB). Pouco a pouco começam a vir à tona os pepinos da falta de gestão dos últimos anos. Enquanto outros estados avançaram, o Paraná recuou. A situação só não é mais crítica, porque indústrias e agronegócio caminham com as próprias pernas. O que caberia ao governo fazer, que era prover os municípios com estrutura, não aconteceu. Richa assume um governo sem dinheiro e cheio de problemas para serem resolvidos, alguns em curto prazo. O único alento é que assim poderemos conhecer, enfim, a caixa preta do Estado.

Em tom conciliador, Dilma Rousseff (PT) propõe trabalho com todos os eleitos pelo bem do Brasil

Mesmo ainda em clima de festa pelo resultado das urnas – ela obteve 55.752.428 milhões dos votos válidos (56,05%), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) -, a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff (PT), em seu primeiro pronunciamento, no final da noite de domingo (31), conclamou todos os eleitos a trabalharem juntos pelo futuro do País. Em discurso em tom conciliador, ela afirmou que “junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso País". E destacou ainda que “o Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro. Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível”.
Leia abaixo a íntegra do pronunciamento:
"Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,
É imensa a minha alegria de estar aqui. Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida. Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro, portanto, aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.
A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um princípio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: sim, a mulher pode!
Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na Presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país: Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.
Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.
Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa Constituição.
Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da Presidência da República.
Nesta longa jornada que me trouxe aqui, pude falar e visitar todas as nossas regiões. O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família. É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.
Ressalto, entretanto, que essa ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à Nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem. Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.
O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro. Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.
Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.
No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.
Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o País ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.
Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.
É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.
Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.
Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.
Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.
Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo. Valorizarei o microempreendedor individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.
As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.
Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.
Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.
Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.
Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.
O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.
Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas. Me comprometi nesta campanha com a qualificação da educação e dos serviços de saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.
Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente essas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.
A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredi-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.
Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao País, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa. Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.
Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.
Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.
Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.
A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.
Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.
Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.
Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.
Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.
Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho. Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.
Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.
Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.
Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.
Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito à sua porta e, tenho certeza de que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora, mas saberei honrar seu legado. Saberei consolidar e avançar sua obra.
Aprendi com ele que, quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados, uma imensa força brota do nosso povo. Uma força que leva o país para a frente e ajuda a vencer os maiores desafios.
Passada a eleição, agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos, agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.
Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela. Muito obrigada." (DR-OnLine 01/11/10)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

De novo as pesquisas

O movimento contra as pesquisas eleitorais ganhou força. Após serem barradas nas eleições estaduais por conta dos números distorcidos, os deputados Élio Rusch (DEM) e Reinhold Stephanes (PMDB) assinaram projeto de lei, que já está tramitando na Assembleia Legislativa, proibindo a divulgação dos levantamentos eleitorais no período de campanha. Os números poderiam ser usados apenas para consumo interno dos candidatos e não seriam tornados públicos. A mensagem acusa os institutos de manipular os levantamentos para induzir o eleitor. Só para lembrar, no Paraná eles apontaram, na reta final, empate entre Osmar Dias e Beto Richa, com previsão de segundo turno. Beto venceu no primeiro com sete pontos percentuais de diferença. As pesquisas também davam como certo que Dilma Rousseff liquidaria a fatura sem a necessidade de segundo turno e mais uma vez erraram feio.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Agora é lei: todos os órgãos públicos do Paraná serão obrigados a tornar públicos os seus gastos

O governador Orlando Pessuti (PMDB) ao sancionar, ontem, a Lei da Transparência (Lei 265/2010), durante a Escola de Governo, que obriga os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, o Ministério Público e o Tribunal de Contas ficarão obrigados a publicar integralmente todos os seus atos oficiais na internet, fez do Paraná o primeiro Estado a dar publicidade das ações oficiais no País. E ainda destacou que “esta lei vem ao encontro do que já fazemos no Poder Executivo. O Paraná se torna ainda mais um modelo e um exemplo para o Brasil em transparência dos atos praticados”, ao lembrar que, desde 2004, o Governo do Paraná mantém o site www.transparencia.pr.gov.br, com a prestação de suas contas. E, agora, com a lei, se não forem publicados em 30 dias, os valores dos gastos terão de ser ressarcidos aos cofres públicos. A nova legislação é resultado do projeto de participação popular, impulsionado por denúncias feitas pelo Ministério Público sobre irregularidades na Assembleia Legislativa. O movimento “Paraná que Queremos”, que agregou mais de 600 entidades de classe, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB - PR) e a Associação Paranaense de Juizes Federais (Apajuf) assinaram o projeto. Depois de passar pela Assembleia Legislativa, a lei foi aprovada em sua integralidade pelo governador Pessuti. Os órgãos públicos terão prazo de seis meses para se adequar às regras que, segundo o presidente da OAB-PR, José Lucio Glomb, vão coibir quaisquer tentativas de irregularidades. “Acredito que, em seis meses, possamos jamais pensar nessa nebulosidade que aconteceu na Assembleia, denunciada pelo Ministério Público e na imprensa”, afirmou. Para o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB)00, a aprovação da lei representa um “momento histórico” em transparência e uma prova de como a Assembleia está se reestruturando. “Estamos criando novo paradigma em transparência. Estamos ainda em um caminho e tem muito ainda ser feito ainda, mas a Assembleia Legislativa soube se reelaborar. Este aqui é o melhor exemplo da boa fé, correção e determinação que a Casa tem de demonstrar como que é gasto o dinheiro do povo”, afirmou, segundo a Agência Estadual de Notícias.
As exigências da legislação De acordo com a Lei da Transparência, os órgãos deverão publicar no Diário Oficial do Estado todos os atos administrativos - como contratação e movimentação de servidores - e contratos públicos que impliquem despesas, em até 30 dias após serem formalizados. A lei veda a possibilidade de essas informações estarem apenas em diários oficiais do próprio órgão, à exceção dos atos do Governo do Estado e dos casos de publicações disciplinadas por lei federal. A regra estabelece ainda a criação de portais da transparência nas páginas eletrônicas de cada órgão público. Nesses portais, além da íntegra dos atos administrativos e contratos, devem estar listados os nomes de todos os servidores, o local em que estão lotados, o cargo que ocupam e o salário que recebem.
Na frenteDesde 2004, o Governo do Paraná mantém o site ww.transparencia.pr.gov.br, com as principais páginas de prestação de contas sobre os seus gastos. Além dos 24 itens estaduais tem 19 links para portais federais. Também estão disponíveis informações de gastos e investimentos do Governo do Paraná, entre elas a relação dos servidores ativos, cargos comissionados, direção, assessoramento e gerências; compras; gestão do dinheiro público; balanço geral; orçamento do Estado; situação das obras públicas; licitações e compras, além das leis de diretrizes e do orçamento estadual, de responsabilidade fiscal e planos plurianuais.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vice, Flavio Arns, no Oeste do Paraná hoje

O senador Flávio Arns (PSDB), vice-governador eleito do Paraná, estará em Foz do Iguaçu, Toledo e Cascavel hoje, em campanha ao candidato à presidência José Serra.
Em Foz, Arns concederá uma coletiva de imprensa e se reunirá com líderes políticos, comunitários e religiosos.  No município de Toledo, o vice-governador eleito se reunirá com lideranças locais, concederá entrevistas e visitará o Bispo Dom Francisco Carlos Bach.
Em Cascavel, Arns visitará o campus da Unioeste e se encontrará com Dom Mauro Aparecido dos Santos, Arcebispo Metropolitano. Também participará de um encontro com professores e líderes da comunidade. Ele também concederá entrevista coletiva às 18 horas, na sede do PSDB.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dilma e a Religião

A foto na capa da Folha de São Paulo é antológica. Merece o Prêmio Esso de Jornalismo. Capta o exato momento em que 15.000 fiéis, no Santuário de Aparecida, fazem o sinal da cruz , enquanto uma atéia, na platéia, é a única que fica estática, pois nada sabe do ritual religioso. No momento seguinte, Gabi Chalita cutuca a candidata e refaz o sinal, para que ela o siga. Automaticamente, Dilma Rosneff, a cristã de palanque, imita Gabi Chalita. É isso que dá usar a boa fé das pessoas para mentir e enganar. Deus castiga.
2.jpg

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ação contra prefeito

O Ministério Público do Paraná acaba de ajuizar ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito de Tibagi, Sinval Ferreira da Silva; contra o secretário municipal da Administração, Nilton Fontenelli Piedade; contra quatro servidores públicos e ainda contra outros três particulares – entre eles Jair Ferreira da Silva, irmão do prefeito – por fraude em licitação que levou a Prefeitura a contratar irregularmente, em 2009, o Restaurante e Lanchonete Varandão, para fornecer oito mil refeições para o Município, ao preço total de R$ 72 mil. Segundo a Promotoria de Justiça de Tibagi, como o irmão do prefeito é proprietário do restaurante estava legalmente impedido de contratar com a Prefeitura, em razão da relação de parentesco, ele se utilizou de terceiras pessoas – na verdade seus empregados – para vencer licitação que, aliás, tinha apenas a sua empresa na disputa. Na ação, o MP-PR sustenta que a contratação do Restaurante Varandão, registrado oficialmente como Restaurante e Lanchonete Ponto de Chegada, só se tornou possível com a contribuição ativa de todos os que participaram das diversas fases do procedimento, ou seja, das autoridades municipais mencionadas, dos servidores que fizeram “vistas grossas” e atuaram na comissão de licitação e dos beneficiados com as manobras legais – o irmão do prefeito e aqueles que, tentando mascarar a verdade, se apresentaram como se fossem os donos a empresa vencedora. De acordo com a Promotoria de Justiça, é fato público e notório em Tibagi que tal empresa pertence, na realidade, a Jair Ferreira da Silva. Ele próprio, conforme o MP-PR, ora confirma a condição de proprietário, ora afirma que a proprietária é sua esposa - como atestam também termos de declarações de populares e mesmo termos de acordo firmado em reclamatória trabalhista ajuizada em face do restaurante.
Improbidade administrativa
A configuração, portanto, de todos estes atos, caracteriza, ainda segundo o MP-PR, evidente improbidade administrativa contra os princípios da Administração Pública, “violadores dos deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade ao Município de Tibagi, na medida em que visaram fim proibido em lei”. Diante dos fatos e das provas levantadas, inclusive em inquérito civil, a Promotoria de Justiça de Tibagi pede, entre outras providências, a condenação de todos os envolvidos no caso, para o ressarcimento integral dos danos causados ao erário; a perda dos valores eventualmente acrescidos ilicitamente ao patrimônio dos réus; a suspensão de seus direitos políticos pelo prazo de três a cinco anos; a proibição de contratarem com o Poder Público ou receberem benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual sejam sócios majoritários; bem como o pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelos agentes, com juros e correção monetária.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sem o “fantasma” de Lula, o PSDB já vê possibilidade maior de vitória no dia 31

“A ordem é botar o bloco na rua. Vamos promover encontros regionais e estaduais com os governadores e prefeitos”, avisou ontem, em Brasília, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador nacional da campanha de José Serra (PSDB) à Presidência da República, ao acrescentar que o objetivo é fortalecer a campanha e engajar ao máximos as lideranças regionais neste segundo turno. Ele deixou claro que, agora, a orientação é explorar as contradições da candidata do PT, Dilma Rousseff, de forma “dura, mas com o cuidado de não torná-la vítima”. Para isso, serão adotadas duas frentes de atuação durante a campanha, que começa imediatamente: promover uma “sintonia fina” nos programas de rádio e TV – inclusive com inserções – para adequá-los à realidade do segundo turno e “colocar o bloco na rua”, nos estados, com o envolvimento em tempo integral dos aliados em favor do candidato tucano. E há outro fator favorável a Serra, na avaliação do coordenador: “Desta vez não tem o fantasma de Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] na nossa frente.” Ele se referiu às eleições passadas de 2006 e 2002, quando o PSDB disputou segundo turno com o presidente. “Lula intimidava todo mundo, agora não intimida mais ninguém”, assegurou. O líder do DEM no Senado, Antônio Carlos Júnior (BA), explicou que a ideia é ignorar o presidente Lula e focar a campanha na candidata Dilma Rousseff. “Vamos para o confronto direto, esquecer o Lula, e bater de frente com ela”, prometeu. Para o senador baiano, tanto nos estados quanto nos programas de rádio e TV terão que ser exploradas contradições da candidata do PT como declarações feitas sobre o aborto. “Existe a declaração dela favorável ao aborto anos atrás publicada em uma revista e agora ela adota esse discurso de que é favorável à vida quando perguntada sobre o assunto? Isso tem que ser mostrado para a população”, reforçou o senador do DEM. Outro ponto que poderá ser explorado é uma declaração pública que Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, teria feito poucos dias depois do pedido de demissão do Ministério do Meio Ambiente, da candidata pelo PV à Presidência, no primeiro turno, Marina Silva. Segundo o líder do DEM, na ocasião, Dilma teria dito que Marina foi demitida porque não representava o projeto de desenvolvimento do governo Lula. O senador destacou que a estratégia de Serra para o segundo turno começou, ontem, em Brasília, a partir do encontro que manteve com governadores, senadores e deputados eleitos pela sua coligação O Brasil pode mais.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Os desafios de Beto

Líder de governo no mandato de Roberto Requião, o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) reconheceu ontem, na Assembleia Legislativa, que a segurança pública e a saúde vão de mal a pior no Estado e que serão os principais desafios do governador eleito Beto Richa. Requião sempre comandou não apenas o Palácio Iguaçu, mas também a Assembleia Legislativa com mão de ferro. Não permitia ser contrariado, tampouco criticado. O que antes a base governista não queria ver, agora ficará evidente quando o próximo governador assumir. O caos na saúde e na segurança pública são motivos de alertas há muitos anos, mas a própria Assembleia, com raras exceções, não se preocupou em cobrar ou fiscalizar o governo. Mas antes tarde do que nunca. O Paraná parou no tempo e precisa recuperar o fôlego e retomar o crescimento após quase oito anos de paralisia.

Cristã Nova, Será?

E agora Osmar?

Depois dos resultados anunciados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a configuração eleitoral mostrou o favoritismo de Beto Richa nos maiores colégios eleitorais do Estado. As cidades de Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu, reduto do PDT, pouco ou quase nada ajudaram na campanha do pedetista Osmar Dias, para o Governo do Paraná. Pelo contrário, nestes colégios eleitorais a vitória de Beto Richa (PSDB) foi surpreendente. Em Londrina, por exemplo, cidade natal do tucano, mas comandada por um pedetista, Barbosa Neto (que chegou até a se licenciar do cargo para trabalhar na campanha de Osmar Dias), a vitória de Richa foi inacreditável: 71% dos votos válidos, contra 25,05% de Osmar. Em Curitiba, onde Beto, como prefeito, tinha aprovação da maioria esmagadora dos eleitores, o tucano ficou com 66% dos votos e Osmar, com 29%. Em Cascavel, também administrada por um pedetista, Edgar Bueno, Beto recebeu 53% dos votos válidos, contra 44% de Osmar. Em Ponta Grossa, Beto fez 63,74% dos votos e Osmar ficou com 33,65%; em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), Beto ficou com 58% dos votos válidos e Osmar com 38,37%. Beto só apareceu em desvantagem nas urnas, entre os grandes colégios eleitorais do Paraná, em Foz do Iguaçu, onde fez 48,54% dos votos e Osmar, 49,68%, e Maringá, onde Osmar e sua família vivem, o pedetista ficou com 50,65% dos votos, e Beto fez 46,93%.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

No último debate na TV, Osmar e Richa trocam insultos e serão julgados pelos eleitores, no dia 3

Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) não desperdiçaram nenhuma chance para trocarem agressões, ontem, durante o último debate entre os candidatos ao Governo do Estado, realizado pela RPCTV, com a participação, também, de Luis Felipe (PSOL) e Paulo Salamuni (PV). Sempre que possível, Beto e Osmar escolhia ao outro para fazer as perguntas. A impressão que se teve foi a de que havia disposição de mostrar os defeitos um do outro e, também, para desestabilizar emocionalmente. Neste quesito, o candidato tucano parecia mais seguro, com respostas firmes, ou fazendo perguntas contundentes. A primeira estocada se deu quando Richa escolheu Osmar para questionar sobre “emprego”. O pedetista desfiou o rosário do que pretende fazer no setor e deslizou: “O presidente Lula acabou de me ligar para desejar boa sorte. É importante ter o apoio de um gerador de emprego como Lula, que gerou mais de 15 milhões de empregos. (...) Hoje, as micro e pequenas empresas têm isenção R$ 360 mil [para pagar imposto]. Vamos dobrar para R$ 760 mil, já que 60% dos empregos que são gerados são das mais 15 mil microempresa. Vamos trocar imposto por emprego”, disse, Osmar, que foi corrigido por Richa: “Corrigindo. Senador, dobrar os 360 mil é 720 mil e não 760 mil. Mas, o paranaense quer saber de projetos próprios e não de outros. E foi este senador que votou  a favor da CPMF; em 2001 apresentou projeto para proibir testemunhas em processo trabalhistas, beneficiando os empregadores; ainda em 2001, apresentou projeto que tirava os depósitos recursal dos trabalhadores (...)”, atirou, e Osmar se defendeu: “Meu Deus do céu quanta lorota. Fizemos este projeto no Governo FHC, quando a taxa de desemprego era altíssima. Mas, as centrais sindicais me orientaram para retirar o projeto e assim eu fiz. Todos os anos sou escolhido pelo Diap com um dos senadores mais atuantes. O meu adversário está mal informado. Aliás esse é o candidato que usou  indevidamente isso na TV e perdeu na Justiça”, disparou.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tem certeza que quer dar um novo mandato para Requião?

Pesquisa suspensa

Uma pesquisa Ibope que seria divulgada ontem (23), na RPC, foi suspensa pelo juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, Luciano Carrasco, atendendo reclamação da coligação “Novo Paraná, que apóia Beto Richa (PSDB), ao Governo do Estado. O questionamento da coligação foi baseado em irregularidades na metodologia. O juiz sustentou que a suspensão da pesquisa foi necessária por causa de desatenções com relação a requisitos estabelecidos pela Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TRE estipula multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento. Do outro lado da trincheira, a Coligação “A união faz um novo amanhã”, que apóia o senador Osmar Dias (PDT) ao Governo do Paraná, protocolou no TRE uma denúncia contra um suposto e-mail que teria sido mandado pelo endereço oficial da campanha de Beto Richa com uma pesquisa sem o devido registro. Segundo Luiz Fernando Pereira, coordenador jurídico da campanha de Osmar, a representação eleitoral visa punição à coligação adversária, que poderia resultar em pena de até seis meses de detenção. No levantamento, Richa estaria dez pontos à frente de Osmar Dias.
Sem as sondagens
Na semana passada havia a expectativa sobre o resultado de três pesquisas, que estavam no forno, para serem divulgadas entre entre hoje e amanhã (25). Não vai haver mais anúncio nenhum, considerando a decisão da Justiça de ontem (23). É que os três levantamentos esperados, feitos pelo Vox Populi, Datafolha e Ibope, foram suspensos pela Justiça Eleitoral a pedido da Coligação Novo Paraná, do candidato tucano ao Governo do Estado, Beto Richa. Os advogados alegaram que a pesquisa induz a resposta do eleitor, ao inserir perguntas sobre aprovação do presidente Lula antes da pesquisa para o Governo do Estado. E não é segredo para ninguém que o petista apóia Osmar Dias (PDT) para o posto ocupado hoje por Orlando Pessuti. Uma das perguntas feitas ao eleitor, pelo Datafolha e Ibope, questiona se ele votaria no candidato apoiado pelo presidente Lula. A Justiça Eleitoral também acatou pedido da Coligação de Beto Richa quanto à pesquisa do Vox Populi, que não tinha ponderação do plano amostral, como exige a Lei Eleitoral para divulgação das pesquisas. Com a ausência dos levantamentos, as especulações sobre quem está liderando as intenções de voto para o Governo do Estado andam a todo o vapor. É que na semana passada os dois candidatos apareciam tecnicamente empatados, com Beto Richa na frente com diferença de 5% para o segundo colocado, Osmar Dias. A partir daí começou o tiroteio. De um lado, Osmar garante que já passou o adversário e faz campanha em clima de “já ganhou”; do outro, Beto acelerou as alfinetadas no pedetista.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Desinformação conveniente

Curioso nesta altura da campanha política brasileira é o que se ouve, se vê e se lê. A impressão que passa é que a oposição não faz outra coisa se não inventar factóides contra o governo e sua candidata. Ainda no sábado o presidente Lula fez afirmações críticas ao posicionamento da imprensa  que ele considera instrumento da oposição, levando a Associação Nacional dos jornais a reagir. A ANJ afirma que “o papel da imprensa, convém recordar, é o de levar à sociedade toda informação, opinião e crítica que contribua para as opções informadas dos cidadãos, mesmo aquelas que desagradem aos governantes. É oportuno lembrar também que ele (Lula), nunca criticou o trabalho jornalístico quando as informações tinham implicações negativas a seus opositores”, afirma a nota. Tais afirmações correm por conta das críticas do presidente no sábado, quando lembrou que o povo não precisa de formadores de opinião. “Nós somos a opinião pública”, repetiu. Mesmo sem citar a  Veja disse que a revista destila “ódio e mentira” contra seu governo. Não desmentiu porém as informações veiculadas nos últimos dias de que a Casa Civil se viu envolvida em seu governo no terceiro escândalo a macular seus mandatos. Fica no ar a impressão de que com falta de tempo para  ler os noticiários, sua assessoria só faz chegar a ele as informações favoráveis, uma técnica de todos os governos que produzem “clips” (recortes de jornais) sobre o que a imprensa divulga diariamente (a favor claro!). Só resta assim a ele e a seus principais ministros, como o fez Dilma, afirmar não conhecer o responsável pelas desastrosas atitudes de gente ligada à ex-ministra Erenice Guerra: “Eu não me sinto traída. Não fui eu que nomeei esse senhor”. Tem razão! Só nomeou a própria ministra. (Pedro Washington)

Higienização

Funcionários da TV Educativa registraram em cartório uma carta aberta endereçada ao vencedor da disputa eleitoral ao governo do Estado, seja ele Beto Richa (PSDB) ou Osmar Dias (PDT). O documento revela o descontentamento dos servidores públicos com o uso pessoal e político da emissora pelo ex-governador Roberto Requião (PMDB). Eles argumentam que o próximo Governo, “terá uma tarefa da mais alta importância, que será higienizar a emissora, contaminada pelo governo anterior, metamorfoseando-a em descarado palanque governamental”. A carta diz ainda que durante oito anos o ex-governador Roberto Requião “empobreceu” a emissora e eliminou programas  educativos. Além disso, os funcionários reclamam que o ex-mandatário e seus assessores ficaram “se pavoneando na Escola de Governo, quando acintosamente regurgitam seus feitos sem o menor senso do ridículo”.

Não é novidade alguma que Requião sempre fez uso da TV Educativa ao seu bel prazer. O próprio senador Osmar Dias, após ser derrotado nas eleições ao governo de 2006, sentiu na pele a ira do ex-governador.
Na Escolinha de Governo, Requião acusou Osmar Dias de fraude na compra de uma fazenda em Tocantins. Também atacou outros adversários e políticos, como o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Por conta disso, acumula quase R$ 2 milhões em multas.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pesquisa Datafolha mostra que Beto Richa subiu um ponto, para 45%; Osmar Dias agora tem 40%

Faltando 15 dias para as eleições, o instituto Datafolha divulgou, na noite de quinta-feira (16), outra pesquisa de intenções de voto sobre a sucessão ao Governo do Paraná, encomendada pela RPC. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. De acordo com o levantamento, Beto Richa (PSDB) se mantém na liderança da disputa, com 45%. O tucano subiu um ponto percentual em relação à pesquisa anterior. Na segunda colocação aparece o senador Osmar Dias (PDT), que subiu dois pontos percentuais. Na pesquisa anterior, dias tinha 38% e agora está com 40% das intenções de votos. Dentro da margem de erro, Beto Richa tem entre 42% e 48%, enquanto que Osmar está entre 37% e 43%. De acordo com o Datafolha, os candidatos Paulo Salamuni (PV), Luiz Felipe Bergmann (PSOL), Amadeu Felipe (PCB), Avanilson Araújo (PSTU) e Robinson de Paula (PRTB), não atingiram 1% das intenções de voto. Esta é a quinta pesquisa realizada pelo instituto desde o início da campanha eleitoral. Richa começou a disputa pelo Governo do Estado com 43% das intenções de voto, subiu para 46%, depois foi para 47%, caiu para 44% e agora está com 45%. Na primeira pesquisa Osmar tinha 38%, caiu para 34%, permaneceu em 34%, subiu para 38% e, agora, chegou aos 40%. Os votos brancos e nulos somaram 3% e os que não souberam responder totalizaram 11%. O Datafolha ouviu 1.240 pessoas em 47 municípios paranaenses entre os dias 13 e 15 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 30.034/2010 (DR On-Line)
O candidato tucano ao governo Beto Richa, disse ontem que não errou ao chamar de “laranjas podres” alguns chefes de núcleos da Secretaria de Educação que faziam campanha contra ele. O que o tucano não gostou foi que a expressão tenha sido generalizada pela coligação adversária, que tenta jogar os professores contra ele.

Cai a primeira

A demissão da Ministra-Chefe da casa Civil, Erenice Guerra, após recado transmitido pelo ministro Franklin Martins (Comunicação), a pedido do Presidente da República, é o mínimo que se poderia esperar após a avalanche de denúncias sobre cobrança de propinas por parte de seus filhos, para a liberação de recursos do BNDES e assinatura de contratos milionários com o Governo. Entretanto, boa parte dos pedidos de propinas foram feitos ao tempo em que Dilma Rousseff era a Ministra e Erenice Guerra a segunda no comando. Aliás, a ora destituída ministra só assumiu o posto por imposição da Dilma. Se as investigações forem aprofundadas, a sujeira vai atingir o pescoço da candidata do PT à Presidência.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Horário de verão

No dia 17 de outubro, os brasileiros que moram nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste terão que adiantar o relógio em uma hora. Neste dia começa o horário de verão que se prolongará até 20 de fevereiro de 2011, informou, ontem, o Ministério das Minas e Energia. Nos últimos anos a redução média da demanda de energia elétrica tem ficado em torno de 5% nas regiões onde vigora o horário de verão. A medida visa reduzir os picos de demanda por energia, proporcionando uma utilização mais uniforme durante o dia.O adiantamento do horário em uma hora diminui o carregamento nas linhas de transmissão, subestações e nos sistemas de distribuição, de forma que o atendimento em épocas de maior consumo ocorra com maior eficiência.

Mais Chuncho

José Euricélio de Carvalho, irmão da ministra Erenice Guerra, foi apontado por uma auditoria do Governo como responsável pelo desvio de R$ 5,8 milhões da editora da Universidade de Brasília em contratos fantasmas com 529 pessoas, informa reportagem publicada ontem pela Folha de São Paulo. Os pagamentos suspeitos incluem ao menos R$ 134 mil para o próprio Euricélio e para Israel Guerra, filho de Erenice que atua como lobista, quando ela era subordinada à então ministra Dilma Rousseff.
A Controladoria e o Ministério Público descobriram um esquema de terceirização dos serviços na universidade sem a comprovação de que eles foram efetivamente realizados. Os acusados não quiseram se manifestar.  (O Paraná)

Atitude de Lula

O presidente Lula tomou uma atitude diante do escândalo da violação de sigilos na Receita Federal e de tráfico de influência na Casa Civil, Ministério por onde passou o Zé Dirceu, a própria Dilma e agora está sob comando da “amiga” e ex-assessora, Erenice Guerra. Infelizmente não foi uma atitude de investigar ou demitir os responsáveis pela bandalheira.
O Presidente resolveu, isto sim, comandar a ofensiva para preservar a candidata Dilma Roussef diante das denúncias que atingem o seu quintal. Mais uma vez o Governo petista demonstra todo sua iniqüidade diante do cumprimento das leis e renega a própria história.  O rolo compressor do Pai das Bolsas entra em campo, jogando contra a moralidade. (O Paraná)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

VOTE NA DILMA !

VOTE NA DILMA !
As Promoções da época


Vote na Dilma e ganhe, inteiramente gratis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.

Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.

Não pense que a promoção termina aqui.

Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.

Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S.Paulo.

Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.

E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme
de guerrilheiro e sequestrador.

Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães..
 

Tudo isto e muito mais..
 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O que estaria por tráz do "acordo"?

Ontem foi o último dia para o executivo protocolar na câmara de vereadores, a LDO para o exercício de 2010.

Um funcionário de alto coturno da administração, garantiu com todas as letras que o projeto não estaria pronto em tempo hábil.

Esse mesmo funcionário afirma que o presidente do executivo Ver. Adilson teria sido chamado na administração para fazer um "acordo" e aceitar que anteprojeto fosse entregue fora do prazo legal, e teria concordado com a ilegalidade.

O que assusta é que aquele que deveria fiscalizar estaria sendo conivente com as irregularidades propostas.

Procurei as informações na câmara para averiguar a veracidade dos fatos. O que descobri?

Um vereador por volta das 19 hrs teria pedido as informações sobre os prazos regimentais para tal protocolo, o que teria deixado presidente da casa exaltado, mas forneceu as informações ao vereador.

As informações davam conta realmente de que até as 19 hrs aproximadamente, nada teria sido protocolado.

Fui até a Câmara de Vereadores averiguar.

As informações que obtive dão conta que até as 19hrs o projeto ainda não teria chegado a câmara de vereadores, mas que após as cobranças, misteriosamente o processo chegou a casa para ser protocolado as 19:30hrs.

Teria o presidente, após a cobrança do vereador “mexido os palquinhos”?

O que chama a atenção é a pessoa que trouxe o projeto para o protocolo, ninguém menos do que a chefe da controladoria interna Laurise Passarini, quem deveria fiscalizar, passou a ser assessora direta da administração?


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Brasil é aqui

Nunca antes na história desse País, o Paraná foi tão visado nas eleições presidenciais. Virou o centro das atenções. Mais otimista do que dita o bom senso, a turma do PT e aliados considera ganha a corrida presidencial, mas ainda sente incômodo pelo fato de o Paraná ser um Estado onde normalmente os petistas não têm conseguido sucesso. E todas as pesquisas
apontam que a candidata Dilma Rousseff está atrás do tucano José Serra na preferência dos paranaenses. Serra, por sua vez, tentando descontar a desvantagem de outros estados, principalmente os do Nordeste, quer fortalecer sua campanha aqui para angariar mais votos e carimbar o passaporte para o segundo turno. O presidente Lula insiste em mudar a tendência registrada no Paraná porque prometeu ao candidato ao governo, Osmar Dias, algo que não está se configurando na prática: a vitória.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Novo PDT de São Pedro, quer Natal fora?

"Por falar em São Pedro do Iguaçu, o PDT daquele município passa por ampla mudança. Novos nomes, novas lideranças e um objetivo: lançar candidatura própria nas eleições de 2012." Nota dada na coluna do Jornal do Oeste de hoje.

Ora, não é nenhuma novidade, até porque no passado o PDT já agiu desta maneira. Também não é nenhuma novidade que o novo presidente pedetista é o Jaça Danelli – atual chefe do departamento de saúde e um dos coordenadores da campanha de Natal em 2008.

A novidade é que se PDT lançar candidato próprio: seria Danelli? Se for, a atitude “pedetista” sãopedrense, já prevê com dois anos e meio de antecedência, o fracasso que é a administração Natal? Ou ainda, haveria algum acordo “secreto” entre Natal e Danelli, que faria o atual alcaide não tentar a reeleição? O grupo de Natal já o considera inelegível?
São muitas as perguntas, o tempo nos dará as respostas.
Tenho dito.   

E assim caminha o "CABO ELEITORAL"

Falando em candidatura a federal, está uma confusão só, Natal PMDB (HOJE, Osmar Dias, sim, pois a 2 anos afrontou a autoridade do Senador em plena Avenida) apóia Sperafico PP, que hoje quer Richa Governador, o PT Local tem vários candidatos, o Grupo oposicionista está apoiando candidatos de suas legendas (vários), existem ainda, os “pára-quedistas” que tem apoio de cabos eleitorais contratados a peso de ouro. E ainda tem um “monte” de pseudo “cabos eleitorais” que por digamos, favores obscuros (dim dim mesmo), apóiam candidatos de legendas alheias às que pertencem.  

O fato é que tirando uma pequena minoria, o que se pretende mesmo a fazer bastante votos para seu candidato, a fim de mostrar forças, visando a próxima eleição Municipal. Imaginem, se os candidatos das principais Lideranças, de situação ou de oposição, ou de nenhum e nem outro, fracassarem nas urnas. Automaticamente o líder sairá perdendo em 2012.
É a vida. E assim caminha a humanidade.
E tenho dito.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Em debate no rádio, Flávio Arns dá aula de Paraná e atenção às pessoas

O senador Flávio Arns, vice de Beto Richa, deu uma aula de como cuidar das pessoas, com experiência e conhecimento de causa, em debate entre candidatos a vice-governador transmitido pela rádio Band News nesta segunda-feira.
Arns lembrou que o governo federal está tentando desmerecer a ação do terceiro setor, em especial no caso das APAEs, que fazem um excelente trabalho, mas estão perdendo recursos. “Os paranaenses reuniram um milhão de assinaturas contra a política de desqualificação de entidades adotada pelo governo federal, política essa apoiada por nosso adversário”, lembrou Arns, que preside no Senado a Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência.
Arns falou de sua experiência pessoal, que o qualifica como um dos brasileiros mais respeitados pelo trabalho desenvolvido na área social. Em 1983, apoiou a tia, Zilda Arns, na criação da Pastoral da Criança. O ingresso na vida política aconteceu em 1990, quando foi eleito Deputado Federal, tendo sido reeleito em 1994 e em 1998. Flávio Arns desenvolveu uma política direcionada, prioritariamente, para as questões sociais. Representou e defendeu junto a diversos órgãos do Governo Federal os interesses das entidades beneficentes do Estado do Paraná e também do Brasil. Seu trabalho como parlamentar se destacou pela luta constante para que as leis existentes fossem cumpridas e aprimoradas, tendo, inclusive, cunhado a expressão “Cumpra-se a Lei” adotada como referência norteadora de suas ações em defesa das questões populares.
A partir de 1991 destacou-se como Presidente da Federação Nacional das APAEs por seis anos e da Federação das APAEs do Estado do Paraná por dois anos. Atuou também como presidente da Associação Brasileira de Desportos de Deficientes Mentais (ABDEM), como membro do Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (CONADE) e da Associação Nacional dos Amigos da Pastoral da Criança (ANAPAC).

Eleito Senador em 2002, pôde ampliar a sua área de atuação e representatividade. Desde então, tem sido incansável na busca de soluções para os problemas do Paraná, defendendo recursos financeiros para projetos sociais de educação, saúde, assistência, geração de emprego e de renda, agricultura. No Senado, presidiu a Comissão de Educação, Cultura e Esporte e a Subcomissão de Ciência e Tecnologia; foi vice-presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), atualmente preside a Subcomissão de Assuntos Sociais das Pessoas com deficiência, é membro titular das Comissões de Assuntos Sociais; Educação, Cultura e Esporte; Meio Ambiente, Agricultura e Reforma Agrária; e das Subcomissão de Saúde e do Idoso. Na área da Saúde apresentou projeto de lei 338/2007 que obriga o Governo Federal a conceder medicamentos de alto custo necessários ao restabelecimento da saúde independentemente das tabelas do SUS. Articulou e negociou com o Ministério da Saúde o credenciamento junto ao SUS de entidades que atendem pessoas com deficiência intelectual, o que hoje acontece em mais de 230 municípios do Estado do Paraná e em vários outros do país, representando o ingresso, para o Paraná de cerca de 30 milhões de reais por ano.
Inconformado com a situação dos trabalhadores rurais relatou a medida provisória 410/2007 e apresentou emenda que permite que essa categoria conte o tempo de serviço prestado na entressafra para efeito de aposentadoria por idade, mantendo a redução de cinco anos.
Arns destacou sua eleição ao Senado, em 2004: “Recebemos mais de dois milhões de votos como resultado de uma campanha diferente, baseada no diálogo e no envolvimento da sociedade. Agora também defendemos um ponto de vista diferente, baseado na união, no respeito, na solidariedade, para que a preocupação da sociedade seja também o ponto de vista do governo”.
MST, segurança e Educação
Sobre a ação do Movimento dos Sem Terra (MST), Flávio Arns manifestou-se contra a violência e contra as invasões. “A lei tem que ser cumprida”, afirmou. “Mas infelizmente o governo, que está do lado de nosso adversário, incentiva as invasões e até nossa política de Direitos Humanos tem uma diretriz que incentiva as invasões”, lembrou.
Sobre o setor industrial, o candidato reforçou que o Paraná tem realidades diferentes e que a industrialização precisa avançar em todas as regiões do Estado. “Precisamos agregar valor à nossa indústria, atrair novos empreendimentos e valorizar as vocações regionais, para ter um Paraná mais homogêneo.”
No debate, Flavio Arns também defendeu as propostas de Beto Richa na área de segurança pública, como a ampliação do efetivo da PM e da Polícia Civil e a parceria com a Polícia Federal e órgãos como o Ministério Público e o Poder Judiciário. Falou ainda da proposta para a educação, que tem como destaque o investimento a implantação de escola em tempo integral em municípios mais carentes, implantação de contraturno escolar como alternativa para os jovens e iniciativas em parceria com a comunidade, além de valorização dos profissionais da educação.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Alvaro Dias cobra postura mais crítica na campanha de Serra

Acho que é hora de criar fatos novos para a campanha’, recomendou o senador
Miguel Portela, de O Estado de S.Paulo
CASCAVEL – O aumento da vantagem da candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) sobre o seu principal adversário, José Serra (PSDB), caiu como uma ducha de água fria entre os líderes tucanos. O líder de oposição no Senado, Alvaro Dias (PSDB-PR), cobrou na manhã deste sábado, 21, em Cascavel, no Oeste do Paraná, uma postura mais crítica da campanha de Serra em relação ao governo federal.
“Acho que é hora de criar fatos novos para a campanha. Puxar o processo pra si e deixar o governo a reboque e não ao contrário como acontece hoje. Na medida em que se poupam as críticas não se expõem os equívocos, falcatruas e a corrupção que há neste governo”, afirmou o senador durante visita a cidade paranaense.
Para ele, a falta de críticas “é a consagração da imoralidade”. “Fala-se que o presidente é muito popular. Mas porque ele é muito popular? Porque as informações não chegam até a população. As informações que chegam são favoráveis ao presidente. As desfavoráveis não chegam à opinião pública porque o governo dele (presidente Lula) no ponto de vista ético é a consagração de imoralidade”, destaca Álvaro Dias.

PMDB agora exige metade do governo de Dilma Rousseff

Poder dividido “meio a meio”. Assento no Planalto, entre os “ministros da casa”, e no Conselho Político que assessora o presidente da República. Henrique Meirelles na equipe econômica. Ministérios de “porteira fechada”, os cargos de sempre nas estatais e postos de comando nas vedetes do petróleo, a Petrobrás e a Petro-Sal. Senado e Câmara sob seu comando.
Com a campanha eleitoral em curso e ainda a 42 dias da abertura das urnas, é com essa precisão cirúrgica, alimentada pela liderança nas pesquisas da candidata aliada, Dilma Rousseff (PT), que o PMDB já define as regras de ocupação do poder. Como presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), no posto de vice da chapa presidencial, o PMDB estima o tamanho da cota futura de poder baseado no argumento de que agora, se Dilma ganhar, o partido não é mais “um convidado”, mas na verdade um dos “donos da casa”, o Palácio do Planalto.

A diferença entre “convidado” e “dono da casa” deriva do fato, como explicam os peemedebistas, de que, um governo Dilma seria fruto da coalizão do PT com o PMDB, e não de simples aliança construída depois da vitória – o que aconteceu, por exemplo, nos governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
Núcleo. Por isso é que o partido, na condição de sócio-proprietário, já dá como certa a presença de um representante no núcleo político do Palácio do Planalto. “Fomos o primeiro partido a assinar com o presidente Lula um compromisso de união política pela democracia, liberdade de imprensa e de opinião, respeito aos direitos humanos e aos movimentos sociais. Com Lula e com Dilma voltamos a ser o velho MDB, que combateu a ditadura”, diz Moreira Franco, escalado para coordenar o programa de governo da candidata petista pelo lado do PMDB.
Depois de passar por uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal e assumir um lugar na coordenação da campanha presidencial, Moreira Franco sonha com um ministério: o das Cidades, que tentou criar na gestão Fernando Henrique Cardoso e só viu a proposta se concretizar no governo de Lula.
Como o partido conseguiu seis ministérios após aderir formalmente ao segundo governo Lula (2007-2010), passando a comandar orçamento superior a R$ 100 bilhões, o cenário pretendido na hipótese de vitoriosa a chapa PT-PMDB supera, em muito, as cifras e o atual espaço de poder.
A legenda, agora, quer assento no Palácio do Planalto, com participação garantida no núcleo da tradicional reunião das 9 horas com o presidente da República, e quer também ministérios em que os postos-chave não sejam divididos com outros aliados – a tal “porteira fechada”. Além das estatais e da Petrobrás e da futura Petro-Sal, o partido lembra que é candidato a também ratear poder nas agências reguladoras.
Pré-acerto. Em matéria de cargos, o PMDB já tem até pré-acerto para fincar um pé na área econômica do futuro governo. O passaporte para o Ministério da Fazenda ou do Planejamento é o atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que se filiou ao partido em setembro passado, a pedido do presidente Lula. Também foi Lula quem deu a Meirelles a carta de garantia de que, se vitoriosa a chapa de Dilma, seu lugar na equipe ministerial está garantido.
No fim de março, quando Meirelles já não tinha expectativas de se tornar o vice de Dilma, Lula o chamou ao Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo. “O PMDB não abre mão de Michel Temer. Então, peço que fique no Banco Central”, disse Lula ao presidente do BC. Meirelles concordou em ficar, mas, em troca, o PMDB goiano arrancou de Lula e Dilma a promessa de que o atual responsável pela política de juros terá lugar no primeiro escalão do eventual governo da petista.
Além de Meirelles, outro nome que o PMDB dá como certo numa pasta específica é o do senador Edison Lobão (MA) à frente de Minas e Energia. Lobão conseguiu a proeza de conquistar Dilma, depois de chegar desacreditado a uma área com a qual tinha pouca intimidade, na condição de afilhado do presidente do Senado, José Sarney (AP).
A dupla Sarney e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), deve manter na administração Dilma a influência que teve na gestão Lula. O atual presidente não se esquece de que no Maranhão tem 97% de aprovação dos eleitores, maior até do que no Amazonas – onde, em 2006, saiu das urnas com 1 milhão de votos de vantagem sobre o tucano Geraldo Alckmin, com voto de apenas 176 mil eleitores.
Bancada. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), quer resolver seu futuro dentro do próprio Congresso. A cúpula do partido já negocia com o PT do líder Cândido Vaccarezza (SP) sua indicação para substituir Temer na presidência da Casa.
“Se formos vitoriosos na eleição, vamos pleitear a presidência da Câmara no primeiro biênio do próximo governo, tendo ou não a maior bancada”, antecipa o deputado Eduardo Cunha (RJ).
O partido considera “justo e razoável” que o PMDB mantenha a cadeira de Temer em sistema de rodízio com o PT, pelo qual caberá a Vaccarezza o comando da Câmara no segundo biênio da futura administração. Como em fim de governo é sempre mais difícil manter a coesão da base, ter a presidência da Câmara nas mãos de um petista nos últimos dois anos daria mais segurança ao eventual governo Dilma. No Senado, a regra que vale é a da maior bancada indicar o presidente.
O PMDB conta com o sucesso nas urnas como condição única para fazer o sucessor de Sarney, independentemente da presidência da Câmara. O argumento é que o senador peemedebista teria direito a uma reeleição.
Dirigentes do partido também lembram que, tal como diria Lula, “nunca antes neste país” o PMDB foi aliado de primeira hora em uma campanha. No novo cenário, a legenda se recusa a apadrinhar indicações como a de José Gomes Temporão, que Lula nomeou ministro da Saúde na cota do PMDB. Um peemedebista da cúpula diz que, nesse caso, seu partido nem padrinho foi: “Servimos de barriga de aluguel para o PT, e isso não admitiremos mais.”
João Domingos e Christiane Samarco em O Estado de S.Paulo